Se um alemão chegou em primeiro, o Rubinho Barrichello ficou em segundo. Enquanto o alemão Ratzinger é o papa dos católicos, o alemão Schumacher é literalmente o papa do Rubinho. Pastor alemão… Qualquer católico pode ter um. O alemão da Alemanha vai se chamar Bento XVI, porque se fosse alemão de Blumenau, se chamaria Fritz I. O papa Bento é bento e nem poderia ser diferente. Como também não podia ser diferente o tsunami de piadas que surge junto com o novo papa. Por outro lado, a imprensa inglesa perdeu a graça e o chama, por sua rigidez, de ?panzer cardinal?, ?Rottweiler de Deus? e ?papa Ratzi?. Sob os protestos da imprensa alemã, chefiadas pelo jornal ?Bild?.
Chistes novos e velhos, grande parte deles impublicáveis, como exemplo o ?O sermão de Bento XVI quando vigário em Marktl am Inn, na Baviera?. Das velhas piadas de alemão, nosso querido amigo Paulo Mercer recorda de duas que já foram contadas nesta coluna. São duas pilhérias sobre a língua alemã.
Uma delas, já contada no livro ?Botecário, dicionário internacional de boteco?, é a história do passageiro de um vôo internacional que teve o privilégio de se acomodar ao lado de um velhinho, bem velhinho, compenetrado num dicionário de latim. Depois da decolagem, o passageiro curioso pergunta ao velhinho:
– Meu senhor, desculpe importunar, mas por acaso o senhor está estudando latim?
O ancião balança a cabeça positivamente, mostrando outros livros de latim.
– Exatamente, meu filho, tenho me dedicado ao estudo do latim nesses últimos dez anos.
– Perdão, mas por que estudar uma língua morta, com sua respeitável idade?
– Por uma razão muito simples e prática: minha expectativa de vida é curta. Se eu morrer amanhã, quero ir para o céu falando perfeitamente o latim. Como você bem sabe, no Reino de Deus todos falam latim. Portanto, não chegarei lá desprevenido.
– Perdão… e caso o senhor vá para o inferno? Já pensou nessa possibilidade?
– Já, meu filho! Mas nesse caso, sem problemas: eu falo perfeitamente alemão.
ALEMÃO SEM MESTRE -Outra pilhéria das boas é uma deliciosa e rápida lição de alemão, um exemplo de como é simples o idioma de Joseph Ratzinger: A língua alemã é fácil, costuma dizer o professor logo na primeira aula.
Peguemos um livro em alemão que trata dos usos e costumes dos nativos da Austrália, os hotentotes (em alemão, Hottentotten). Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter), cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-las das intempéries. Se nessa jaula coberta com tela (Lattengitterkotter) estiver um canguru, chamamos ao conjunto de ?jaula coberta de tela com canguru?. Ou seja, Lattengitterkotterbeutelratten.
Um dia, os hotentotes prenderam um assassino (Attentaeter), acusado de haver matado uma mãe (Mutter) hotentote (Hottentottemutter), que tem um filho surdo-mudo (Stottertrottel). A essa mulher chamamos Hottentottestottertrottelmutter e a seu assassino, Hottentottenstottertrottelmutterattentaeter.
No livro, os nativos o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, puseram-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter). A seguir, incidentalmente, o preso escapa. Iniciada a busca, vem um guerreiro hotentote gritando:
– Capturamos um assassino (Attentaeter).
– Qual? – pergunta o chefe aborígene.
– O Lattengitterkotterbeutelrattenattentaeter – comenta o guerreiro.
– Como?
– O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? – diz o chefe dos hotentotes.
– Sim, o Hottentottenstottertrottelmutterattentaeter, assassino da mãe do garoto surdo-mudo.
– Ah, demônios – diz o chefe. – Você poderia ter dito desde o início que havia capturado o Hottentottenstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentaeter (assassino da mãe do garoto surdo-mudo que estava na jaula de cangurus coberta de tela).
Como se vê pelo exemplo, a língua alemã é muito, muito, fácil! Auf wiedersehen!