Caso sua filha anuncie no almoço de domingo que desistiu da idéia de fazer medicina para ser barista ? o que é isso??? ? não dê início a uma inútil polêmica à mesa, daquelas de azedar a maionese: barista é a profissão da moda.

Antes, era a moça do cafezinho, agora é barista. Masculino ou feminino, não importa. É uma espécie de barman, só que dentro de uma cafeteria. Um profissional especial que está cada vez mais presente, fruto da nova tendência do mercado, assim como os cursos de degustação e de preparação de drinques com a rubiácea. São os simpáticos especialistas do café, que aprendem um pouco de tudo sobre a produção, a colheita, a seleção dos grãos, o blend, para transmitir sensibilidade, aroma, sabor, corpo, acidez, a doçura e a arte do café que está nos servindo. Um bom barista sabe extrair o melhor do café e servir aos seus clientes uma bebida maravilhosa ou drinques interessantes para alargar o espírito. Um bom café é uma experiência total, que envolve o corpo e os sentidos. E que, para ser plena, deve acontecer num ambiente propício, de preferência ao lado de uma bela barista.

O barista é o nome “da hora” desses novos tempos de transformação, onde o comércio, o entretenimento, o mercado e o espetáculo se misturaram, e agora deram origem a esse novo profissional. De origem, a palavra é italiana, e a profissão também. São eles aqueles cativantes atendentes em qualquer café na Itália, uma verdadeira instituição nacional, capaz de interpretar o modo original da cultura italiana.

E para quem deseja saber o que é um verdadeiro bar italiano, o que ele significa, quais os melhores bares da Itália com seus melhores baristas, acaba de ser lançada na Europa a edição 2005 do Guia dos bares da Itália. Um vade-mecum dos melhores endereços para se degustar um bom café, com 1.150 bares, confirmando o café como um produto de crescente prestígio social e cultural, um mercado mais vivo do que nunca. Só na Itália, são 11 milhões de compulsivos degustadores, que bebericam um bom café entre o bar e o restaurante.

Esta edição 2005 do Guia dos bares da Itália é a primeira a ser vendida nas bancas e livrarias, antes distribuída gratuitamente apenas num guia de viagens da mesma casa editora. Um sinal de autonomia muito significativo, pois atesta o sucesso, e, pela terceira vez consecutiva, a palma de ouro para o melhor bar italiano foi para o Converso, de Bra, na província de Cuneo, no Piemonte. Um bar famoso para os especialistas, fora dos tradicionais pontos turísticos, o Converso foi premiado não só pela oferta, serviço e ambiente ? vale dizer a capacidade de satisfazer as exigências da sofisticada clientela ?, mas também pela capacidade de interpretar a cultura do verdadeiro bar italiano, que faz da qualidade do café e de todos os produtos servidos o seu ponto de excelência. Dos grandes premiados, seis estão no Piemonte, aí incluso o Converso. Em Napoli, com sua fama, o guia indicou por primeiro Il gran Caffe, uma jóia de rara nobreza. Os melhores de Roma se encontram nos hotéis, sendo o Stravinskj a grande estrela. O segundo posto da classificação ficou com a Toscana, uma surpresa, com 13 grandes cafés. A seguir, a Lombardia, com 10 indicações.

Para quem está viajando ou vai viajar, o Guia dos bares da Itália – com 1.150 bares – indica que para beber um bom café na Itália não é difícil. E, mesmo assim, se alguém não encontrar na “bota” um café que lhe agrade, é possível recorrer diretamente à Universidade do Café, em Trieste, que tem a receita mais simples e mais complicada do mundo: confiar no próprio gosto.

Até domingo; e a barista revelação de Curitiba tem o belo nome de Maíra Biagini, do Lucca Cafés Especiais. Leia domingo a coluna do Anacreon de Téos.

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