Em espanhol, recebi do Juca Zokner. Traduzi do meu jeito e passo adiante, como mensagem de otimismo para o ano que vai chegar.
No campo de concentração de Auschwitz, durante o nazismo, existiam dois meninos que eram muito, muito amigos. Quando os alemães abandonaram o campo, com a chegada dos russos, eles fugiram pelo bosque e se separaram. Passaram-se os anos, Jacob foi para os Estados Unidos e Moshe, depois de estar em um campo de trabalhos forçados russo, chegou à Argentina.
Jacob estudou Economia em Harvard e ganhou o Prêmio Nobel. Também foi contratado pelo FMI e pelo Banco Mundial, como assessor chefe. Na Argentina, Moshe foi muito mal: depois de alguns empreendimentos fracassados, ele terminou vivendo em uma favela em La Matanza. Agora, em 2002, o governo argentino, precisando negociar com o FMI, recebe Jacob para uma conferência em Buenos Aires, em que vai tratar de grandes temas da atualidade com a elite econômica local. Quando Jacob chega ao aeroporto de Ezeiza, junto com Paul O´Neill, Anne Krueger e outros altos funcionários do FMI, encontra uma comitiva oficial e, a bordo de uma limusine, segue para o centro financeiro de Buenos Aires. No meio do caminho, o automóvel oficial é parado por uma multidão de piqueteiros protestando contra a globalização e o FMI. Jacob estranha a manifestação, mas é informado que o problema será solucionado em poucos minutos. Imediatamente aparece uma tropa de choque do exército, resolvendo a situação com cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo.
Jacob olha pela janela do carro e, entre os manifestantes, reconhece Moshe. E não consegue conter as lágrimas ao ver seu amigo de infância tão velho, fraco e miseravelmente vestido. Então, apesar das advertências do corpo de segurança, Jacob desce da limusine, vestido com seu traje Armani de U$ 3.000, e caminha entre os piqueteiros, a passos firmes. Atravessa a turba, até chegar ao objetivo. Encara Moshe e diz:
– Moshe!!!???!… És tu, meu querido amigo???
– Sim, eu me chamo Moshe! E quem é você, carajo?
– Eu sou Jacob! O Jacob de Auschwitz!!! Não me reconheces???
– Ah… Jacob de Auschwitz… Ah!!! – e enquanto o abraça, emocionado, Moshe completa Ah!, Auschwitz!!!!… Que bons tempos aqueles!!!
PENSANDO BEM, FELIZ ANO QUE VEM
Outra mensagem de otimismo, esta da escritora e filósofa irlandesa Iris Murdoch, cuja filme biográfico -Iris -, está nas locadoras (Vídeo Um), de onde ouvi e botei no papel, do meu jeito.
– A educação não traz felicidade, nem sequer liberdade. Não nos tornamos felizes porque somos livres – se somos – ou porque fomos educados – se formos -, mas porque a educação pode ser o meio pelo qual percebemos que somos felizes.
A educação abre nossos olhos e ouvidos, nos conta onde se escondem os prazeres, nos convence de que só existe uma liberdade que realmente importa: a da mente.
E nos dá a segurança, a confiança para trilhar o caminho da mente, que nossa mente educada proporciona.
Até fevereiro, que desde hoje estou fora da área de serviço e desligado. De bermudão e chinelão. Qualquer coisa mais urgente, estarei à mais inteira disposição numa orla qualquer, entre Camboriú e Floripa.
DANTE MENDONÇA
dantem@pron.com.br