Aos leitores

Neste final de ano, temos muito o que comemorar aqui no alto das Mercês. De minha modesta parte, comemoro os cinco anos desta coluna, aos trancos e com muito prazer. Como parte desta Redação, comemoramos os números das pesquisas que apontam os nossos jornais como os únicos que cresceram no Paraná.

Isso merece um brinde, um abraço apertado, um sorriso dobrado e um amor sem fim aos leitores e assinantes que nos acompanharam ao longo do ano, porque esta é a obrigação do ofício: do primeiro ao último parágrafo, ganhar bons espíritos ao longo do caminho.

Para saudar um outro bom ano que há vir, e desejar um Natal de paz como todos nós filhos de Deus merecemos, faço minhas as palavras do publicitário, músico e poeta José Roberto Oliva, em sua mensagem de fim de ano aos amigos:

BAITA SUCESSO, PIÁ!

O piá era um capeta. Corria a jogar bafo, cinco marias, bolinha de gude, pião, com a mesma naturalidade que ainda teria ao andar nos templos a discutir com os mestres, ao multiplicar no cesto todos os peixes ou ao dar brilho aos olhos de quem não soubesse ver.

Ele parecia conhecer o segredo. Descobrira muito cedo que nada tem sentido se for só para si mesmo. E que a verdadeira alegria é como um rio caudaloso que, cheio, abandona seu leito para irrigar os corações ao largo.

Um guri safado: sabia que o fazer bem feito é que era o verdadeiro prazer. E que tudo daria certo desde que se entregasse à vida de cada momento como se ela fosse a única, a última e ao mesmo tempo semente de todas as que ainda viesse a viver.

O que não definira direito é o que seria depois de crescer: se fiandeiro, oleiro ou pescador, se meeiro, merceeiro ou pregador. Fosse o que fosse, daria de si para ser o primeiro. Fiaria para agasalhar, construiria para dar morada, pescaria e plantaria para alimentar, teria comércio para abastecer e pregaria para iluminar. Nunca para vender.

Era esse o sentido: satisfazer pessoas como gostaria de ser satisfeito, fazer o que gostaria que lhe fizessem, atender como gostaria de ser atendido, amar o próximo como a si mesmo. Essa, a grande sacada, a receita.

Passaria o tempo e, em algum momento, certamente alguém haveria de dizer que o tal garoto era um gênio do marketing, o ás dos negócios. E ele achando muita graça em tudo, olhando lá de cima o mundo, por certo daria um jeito de se fazer entender: é na vida que se deve ser bem sucedido. E se acontecer o inverso, melhor é seguir a lição do universo: iluminar, recomeçar, amanhecer.

Esse é o desejo: Baita Natal, Feliz Ano Novo. Sucesso, Piá!

José Roberto Oliva (www.caixinhadeatitude.com.br )

xxx

Do leitor Ermisson da S. Rodrigues, passo adiante estas linhas que recebi e guardo na cesta de Natal.

Caro Dante Mendonça.

Primeiro, queria lhe dar os meus parabéns pela sua belíssima coluna tratando da chegada do verão e pelas outras que acompanho no jornal O Estado do Paraná.

Há três anos minha avó fez a assinatura do jornal e eu comecei a ler de cabo a rabo. Inclusive as colunas, que, na minha opinião, são o que enriquece o jornal. Gosto da sua coluna por se tratar de um texto onde o senhor trabalha vários assuntos e procura colocar argumentos polêmicos e um conteúdo rico. Queria que soubesse que depois que tomei o hábito de ler as colunas dos jornais, minhas argumentações passaram a ser mais ricas e pude expandir meus conhecimentos. Por isso tomei a liberdade de escrever para o senhor, para lhe dar os meus parabéns pelo excelente trabalho.

Aproveito para desejar ótimo fim de ano e muito sucesso em 2006. E com certeza estaremos nos comunicando através de sua coluna.

Um forte abraço,

Ermisson da S. Rodrigues (Analista de informação – Rede de Tecnologia do Paraná – RETEC-PR) 

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