Anauê!!!

Sim, eu prometo me regenerar. Deixarei de ser um jornalista covarde, inexpressiva fração de um bando de covardes, para doravante seguir à risca as orientações, disciplinas e fiscalizações sugeridas pelos assessores de imprensa do PT, Fenaj e Casa Civil, criadores do Conselho Federal de Jornalismo. Sim, eu prometo me regenerar.

E para reafirmar meu firme propósito, vou contar então uma piada de japonês, com todo respeito ao companheiro Luiz Gushiken, ministro das verbas publicitárias do governo federal. Um japonês entra num ônibus na rodoviária de Curitiba e diz para o motorista:

– Olha, eu estou indo só até Maringá, mas como este ônibus está indo para Londrina, e eu estou muito cansado, temo não acordar e passar do ponto, de forma que eu gostaria que o senhor me acordasse quando chegarmos a Maringá.

– Não tem problema, eu te acordo.

– Tem mais uma coisa, disse o japonês. Quando eu acordo fico muito, mas muito mal-humorado, de modo que, caso eu xingue, brigue, ofenda o senhor, recusando-me a descer, não me leve a mal e, se for preciso, pode até me jogar para fora do ônibus, contando que eu desça em Maringá.

– Pode deixar comigo. Diz o motorista.

– Só que, quando o japonês acorda, para sua surpresa, dá logo de cara com a rodoviária de Londrina. Enfurecido, levanta-se e parte pra cima do motorista, esbravejando e xingando-o de tudo que é nome.

Um passageiro, vendo tal cena, comenta com o colega ao lado:

– Puxa, mas que japonês nervoso!

Ao que o outro retruca:

– Nervoso? Isso não é nada. Você tinha que ver o outro japonês que o motorista pôs pra fora do ônibus em Maringá!

Sim, eu prometo me regenerar. Para não deixar dúvidas quanto ao meu empenho, não só em palavras, como também em ações, me disponho junto aos colegas assessores de imprensa da presidência a fornecer algumas prosaicas frases coletadas alhures, filosofia de botequim que bem cabem nos próximos discursos do companheiro presidente.

Brasileiro nunca desiste do sonho. Se não encontrar numa padaria, procura na próxima. / Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um gênio é capaz de vendê-lo. / Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está. / O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde. / Se emperrar, force. Se quebrar, precisava trocar mesmo… / Quando lhe atirarem uma pedra, faça dela um degrau e suba… Só depois, quando tiver uma visão plena de toda a área, pegue outra pedra, mire bem e acerte o crânio do idiota que lhe atirou a primeira. / Diga-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo. / Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito, mas é profundo. / Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala.

Sim, eu prometo me regenerar. E se preciso for, quero me oferecer para o papel de bobo da corte, só para contar essa piada para o ministro Paloffi, nos saraus da Granja do Torto:

Luizinho e seus amigos estavam na aula, o professor diz: -Luizinho, diga-me um verbo. Luizinho pensa, pensa, pensa e diz: – Bicicreta.

O professor corrige: – Não é bicicreta; é bicicleta, e bicicleta não é verbo.

Então ele pede ao Dirceuzinho: – Diga-me um verbo.

Ele pensa, pensa, pensa e diz: – Prástico.

O professor irritado diz: – Não é prástico; é plástico e plástico não é verbo.

Faz o mesmo pedido ao Henriquinho. Ele nem pensa e diz: – Hospedar.

O professor diz: – Até que enfim um aluno inteligente. Agora me diga uma frase com o verbo que você escolheu.

Henriquinho enche o peito de coragem e diz: – Hospedar da bicicreta é de prástico.

Até quarta-feira; e atenção para o refrão: orientar, disciplinar, fiscalizar. Anauê!

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