Tem certos dias que abrir o e-mail é a salvação da lavoura. Além de uma faxina geral, dá pra selecionar a correspondência dos internautas e ainda fechar os 3.363 caracteres desta coluna, na maior felicidade.

O que rola em Brasília

(Enviada por H.G de Curitiba)

Um petista pergunta a outro o que é preciso para ser igual a Gushiken, o China, titular do Ministério da Amizade de Lula.

– Precisa caratê! – responde o amigo.

– Como assim?

E o amigo explica:

– Precisa caratê intimidade com o presidente, caratê bom cargo…

Estrogonofe&alcaparras

(Enviado por E.S. de Curitiba)

Pode botar aí no Em Tempo. Sobre a coluna de sexta-feira, “Orgulho do Brasil”, não resta dúvida que quem acabou com o Picadinho foram certos restaurantes que tascaram creme de leite no nosso velho e bom Picadinho e agora dizem que é estrogonofe. E acabou-se o que não era doce.

Aproveitando, uma pergunta final: quando é que vão acabar com a praga das alcaparras? Tá difícil comer um peixe decente que não venha mergulhado numa montanha delas. Alcaparras são perfeitas pra maquiar o peixe congelado de meses.

Coisas de gaúcho

(Enviado por C.R. – de Maringá/PR)

Ser gaúcho é… Sair do Rio Grande do Sul assim que puder. Morar em Florianópolis e dizer que Porto Alegre é melhor. Assinar Zero-Hora em Nova York. Estar no Maracanã escutando a Rádio Gaúcha. Bater no filho ao descobrir que ele é Flamengo. Ir à Joaquina de garrafa térmica. Achar que a Free- way é a nona maravilha do mundo. Comemorar uma revolução que não deu certo. Dizer que é difícil fazer churrasco. Comer a costela antes da picanha. Dizer que vaso de banheiro é patente. Nascer em Pelotas e dizer que é de Rio Grande… e macho! Comer “negrinho” em vez de brigadeiro. Enviar cartão-postal de Torres. Fazer compras no super. Dizer que tem um frigidaire em vez de geladeira. Dizer que Kleiton e Kledir são mais machos que Gil e Caetano. Ter horror de castelhanos. Achar que o “Laçador” é maior e mais bonito que o Cristo Redentor. Achar que o Guaíba é rio. Dizer que tomar água a 100º C com gosto de mato é coisa de macho. Chamar geléia de “chimia” e doce de leite de “mu-mu”.

O gaúcho e a bicicleta – Dois gaúchos pedalavam suas bicicletas pelo campo. Um deles pergunta:

– Onde conseguiste essa tua magnífica bicicleta?

O segundo respondeu:

– Estava eu a pé, caminhando ontem por aí, quando surgiu uma deliciosa rapariga com esta bicicleta, tchê! Ela atirou a bicicleta na capoeira, despiu-se de toda a roupa e disse-me:

– Guapo, pegue o que tu quiseres!

O outro:

– Bá, tchê! Escolheste bem. Provavelmente a roupa não te serviria!

Duas rapidinhas

(Enviadas por P.R.P. de Foz do Iguaçu)

Transa magica – O carinha encontra a gatinha no shopping e diz:

– Tá a fim de uma, assim tipo… uma transa mágica?

A garotinha se entusiasma:

– Massa! Como é uma transa mágica?

É tipo assim… a gente transa e depois você desaparece!

O médico e o bebum – O sujeito vai ao médico, caindo de bêbado. Durante a consulta, vêm as perguntas de praxe:

– Nome?

– Juvenal dos Santos!

– Idade?

– 32 anos.

– O senhor bebe?

– Vou aceitar um golinho, pra te acompanhar!

Até quarta-feira e há que se registrar: a coluna Carta de Vinhos, de Luiz Carlos Zanoni, publicada no Almanaque aqui mais em frente, é uma delícia mesmo pra quem não gosta de tintos e brancos. Um texto para se degustar, até bebendo cerveja na caneca.

continua após a publicidade

continua após a publicidade