A fase é de matar

Algo muito estranho deve estar ocorrendo no mundo musical. Aqui no Brasil, Alexandre Alvarenga, o pai desnaturado que arremessou o filho contra o pára-brisa de um carro, em Campinas, era produtor musical. Ano passado, entre outros trabalhos, ele fez os arranjos de corda da música “Meu País”, de Zezé di Camargo e Luciano, usada na campanha do Lula. Segundo o advogado de Alvarenga, ” o melhor lugar para ele ser mandado é o manicômio judiciário. Ele teve uma crise psicótica”.

Nos EUA, um famoso produtor musical é suspeito da morte de uma mulher em sua residência. Phil Spector, 62 anos, que ao longo da carreira trabalhou com astros como The Beatles, Elvis Presley, George Harrison e John Lennon, foi detido na segunda-feira passada depois que a polícia encontrou o cadáver de Lana Clarkson, 40 anos, no interior da mansão de 33 quartos, num subúrbio de luxo de Los Angeles.

Em janeiro, Spector havia confessado à imprensa: “Provavelmente estou louco, tenho o demônio dentro de mim”.

É a fase. A música popular no planeta anda numa fase tão mequetrefe, mas tão mequetrefe, que está deixando os produtores musicais completamente paranóicos.

Nesse ritmo, alguém precisa ficar de olho no atual produtor musical do Roberto Carlos. E te cuida, Nelsinho Motta.

Três boas notícias

Uma: dia 25 de março o escritor Ernani Buchmann lança no Beto Batata seu novo livro “Onde me doem os ossos”. Uma coletânea de crônicas sobre Curitiba.

Duas: O livro de Ernani, 72 páginas, tem capa e ilustrações do cartunista Solda. Tantas ilustrações, que dariam um álbum à parte.

Três: “Onde me doem os ossos”, enfim uma obra contemporânea, em Curitiba, sem nenhuma ilustração do Poty. Absolutamente, ninguém está cansado do querido Napoléon Potyguara Lazzarotto. Mas, tenham dó: o falecido Poty anda trabalhando mais que todos os nossos ilustradores vivinhos da silva.

A mais perfeita tradução

Traficantes cariocas estavam com problemas de caixa, porque a polícia estava prendendo todos os cobradores e confiscando o dinheiro. Os chefões do morro resolveram então, contratar um cobrador surdo-mudo. Se o cara fosse preso, não diria nada.

Na primeira semana, o cobrador consegue recolher cem mil reais. Mas dá uma coceira na mão, e ele decide ficar com a grana e colocá-la em lugar seguro.

Uns dias depois, os donos da boca percebem que está acontecendo algo e manda um pessoal para “conversar” com o cobrador. Os capangas encontram o surdo-mudo e perguntam-lhe onde está a grana. O cobrador não consegue se comunicar, e os chefões mandam buscar um intérprete.

– Pergunte-lhe onde está a grana! – diz um dos capangas.

Por gestos, o intérprete faz a pergunta ao surdo-mudo.

O homem responde, também por gestos:

– Não sei do que vocês estão falando…

O intérprete traduz aos capangas:

– Ele disse que não sabe do que vocês estão falando…

Um bandido puxa um 38, aponta-o para a cabeça do cobrador e diz, dirigindo-se ao intérprete:

– Pergunte-lhe novamente onde o dinheiro está!

O intérprete faz a pergunta. Assustado, o surdo-mudo responde por gestos:

– Desculpem, foi um momento de fraqueza. Os 100 mil estão num buraco da terceira árvore em frente ao Estádio do Maracanã.

O intérprete vira pros bandidos:

– Ele continua insistindo que não sabe do que vocês estão falando, diz que vocês são um bando de viados e que ninguém aqui é homem pra puxar o gatilho..

Até quarta-feira, Dr. Luiz Edmundo Mercer. Saudades de uma cervejinha com o amigo.

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