Entre o sucesso da série Narcos, produzida pela Netflix e estrelada por Wagner Moura, e a biografia escrita por Juan Pablo Escobar, a vida do narcotraficante Pablo Escobar parece despertar cada vez mais interesse. A jornalista colombiana Silvia Hoyos acaba de publicar Los Días del dragón (“os dias do dragão”, em tradução livre), obra que reúne as cartas que trocou com Escobar em 1991.

As cartas foram trocadas durante os meses em que Escobar ficou preso em La Catedral, uma prisão de luxo construída pelo próprio traficante. Segundo depoimento de Hoyos, seu livro permite entender que Escobar possuía sob a couraça de lobo um ser humano. Los Días del dragón assume também um retrato da cidade Medelín, centro do tráfico de drogas, entre 1987 e 1991.

Entre os fatos mais interessantes narrados nas correspondências estão as facetas pouco conhecidas de Escobar. Hoyos afirmou ter ficado surpreendida ao saber que o traficante escrevia contos infantis para divertir a sua filha. O chefe do Cartel de Medelín comentou também sobre o que pensava a respeito do uso de drogas, do sexo e da educação das crianças.

Muitas das perguntas feitas por Silvia Hoyos ficaram sem respostas, entre elas está o assassinato de Carlos Hoyos, tio da jornalista. Escobar não comentou exatamente o assunto, mas afirmou que após tempo, as suas vítimas se transformavam em apenas mais um documento da história recente.

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