Começo este texto te mandando uma pergunta bem direta, daquelas para responder olhando no espelho: como anda a sua saúde mental? Se você parou alguns segundos para pensar, ou se soltou aquele suspiro pesado, saiba que você não está sozinho. Em tempos de rotina acelerada, boletos que não param de chegar, cobranças profissionais e uma enxurrada de notificações nas redes sociais, a nossa saúde emocional está cobrando um preço altíssimo. E o pior: a gente tem o péssimo hábito de empurrar esse cansaço com a barriga, deixando para cuidar da cabeça só quando o corpo pifa de vez.
Saúde Global piorou muito
Burnout, stress, ansiedade, transtornos, depressão… Acho que nunca ouvimos tanto essas palavras. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alerta, por diversas estatísticas, que esgotamento virou uma das maiores preocupações do mundo moderno. Recentemente, pesquisas apontaram que as profissões mais propensas a desenvolver o burnout — aquela síndrome do esgotamento profissional extremo — são justamente as que lidam diretamente com o público no dia a dia: atendentes de comércio, profissionais do varejo e, claro, os nossos professores, que equilibram mil pratinhos dentro e fora das salas de aula, lidando com alunos difíceis, problemas sociais e demandas complexas.
Mas a verdade é que não precisamos ir longe ou olhar para as estatísticas. Basta observar o nosso círculo de amigos ou a nossa própria família. Sempre tem alguém que não está legal, que anda super ansioso, ou que já faz uso de alguma medicação. E sabe o que ainda atrapalha muito? O preconceito. Muita gente deixa de buscar ajuda especializada por vergonha ou por achar que o sofrimento emocional é “frescura” ou fraqueza.
Quebrando tabus
Uma mente adoecida pode desencadear várias doenças físicas, por isso, a saíde mental não é menos importante, como pensam algumas pessoas. Cuidar das emoções é tão importante e vital quanto tratar da saúde do corpo. Inclusive, até as empresas têm que abrir os olhos para isso. A partir deste mês de maio, começa a valer a nova NR 1, que agora passa a exigir oficialmente que as organizações se atentem para os chamados riscos psicossociais, cuidando ativamente da saúde mental e do bem-estar dos seus colaboradores no ambiente de trabalho.
A grande questão que muitos enfrentam é: “Gabi, eu sei que preciso de ajuda, mas estou com a grana curta e não sei por onde começar”. É exatamente aí que entra a força do Terceiro Setor e a oportunidade de fazermos o bem, seja buscando apoio ou estendendo a mão para quem faz esse trabalho acontecer.
Precisa de ajuda?
Na nossa região, temos iniciativas brilhantes que transformam realidades. Uma delas é o Instituto Guia Profissional Social, uma instituição focada em prevenção, intervenção e suporte na área da psicologia. Eles fazem atendimentos individuais e em grupo, dão orientação profissional, fazem palestras. Inclusive, eles têm um trabalho incrível com jovens pré-vestibulandos que enfrentam picos absurdos de ansiedade. A ONG também presta consultoria ajudando outras ONGs a implementarem as novas regras da NR 1.
Outro projeto maravilhoso é o Espaço Dipsi, que oferece atendimentos psicológicos presenciais e online com foco na acessibilidade, dando todo o suporte para quem mais precisa e não tem condições de arcar com tratamentos particulares caros.
O Centro de Valorização da Vida ajuda pelo telefone 188 e vale lembrar também que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito e especializado através dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) espalhados pelas cidades.
Há sempre uma luz no fim do túnel, mas o primeiro passo é reconhecer o limite e buscar o acolhimento, sem julgamentos. Se você está precisando de um abraço profissional ou quer ajudar essas ONGs a continuarem salvando vidas (seja com doações ou trabalho voluntário), eu deixei todos os contatos e informações detalhadas sobre essas instituições.
Não empurre a sua vida com a barriga. Se cuide e cuide também de quem está do seu lado. Saúde mental é fundamental! Bora causar o bem e compartilhar esse texto com quem precisa?
