Esses dias a gente estava comentando que o Paraná está envelhecendo — e rápido! Isso porque a gente está vivendo mais tempo e as famílias estão tendo menos filhos.
E daqui a pouquinho vamos ter mais gente com mais de 60 anos do que jovens e crianças. E aí vem uma pergunta importante: será que a gente está olhando para essa nova realidade como deveria?
A pirâmide etária vai inverter
Olha que dado importante: segundo o Ipardes, já em 2027 o Paraná deve ter mais pessoas com 60 anos ou mais do que jovens com menos de 15 anos. E a tendência para as próximas décadas é de um envelhecimento ainda maior da população.
Por isso, a gente precisa entender que envelhecimento não é uma pauta só de quem já passou dos 60. E, vamos combinar, os 60 são os antigos 40! Eu estou com cinquenta e me sinto com energia de 30. Às vezes meu joelho me lembra que sou uma jovem senhora, mas isso é só um detalhe. (rs)
Brincadeiras à parte, essa é uma pauta de todos nós, da sociedade inteira, porque estamos falando do nosso próprio futuro, que está logo ali à frente.
Como será uma sociedade com mais idosos que jovens?
A gente precisa pensar em como vai ser, ou melhor, em como já está sendo essa nova realidade. Como vão ser os serviços de saúde? As moradias? A comunicação? As cidades? E quais tecnologias vão facilitar a vida dessa população 60+?
Inteligência artificial, saúde digital e inclusão digital, por exemplo, não podem ser pensadas apenas para os mais jovens. Se a população está envelhecendo, a tecnologia também precisa aprender a conversar com todas as idades.
E tem uma coisa que não dá pra deixar de olhar agora: precisamos dar mais voz, mais espaço e mais autonomia para as pessoas mais velhas. Porque elas não precisam só de cuidado. São pessoas que querem ter voz, escolher, trabalhar, consumir, aprender, ensinar e continuar ativas na sociedade.
Envelhecimento e longevidade dizem respeito a todos nós
No fim das contas, quando a gente fala de envelhecimento e longevidade, está falando da gente mesmo. Porque, se Deus quiser, todos nós vamos chegar lá.
E tem uma oportunidade muito bacana para aprofundar essa conversa. Nos dias 15 e 16 de outubro, acontece o 3º Simpósio CAJEMA Envelhecimento e Longevidade, evento do qual vou participar como painelista.
O encontro vai discutir desde cidades mais inclusivas e políticas de cuidado até direitos da pessoa idosa, combate ao idadismo e tecnologia. E não falei errado não, idadismo é o termo oficial adotado pela ONU, que a gente popularmente chama de etarismo e que significa o preconceito e discriminação direcionados a pessoas idosas.
Tecnologia também precisa ser assunto de quem passou dos 60
Esse debate é especialmente importante porque tecnologia não pode significar perda de autonomia. Muito pelo contrário. A tecnologia deveria ajudar as pessoas a viverem mais e melhor, com independência, segurança e dignidade. E, para isso, precisamos parar de pensar que inovação é assunto apenas de gente jovem.
E aí entram temas que estão cada vez mais presentes na nossa vida: inteligência artificial, saúde digital, inclusão digital e uso das tecnologias pelas pessoas 60+.
Então, minha gente, fica aqui o convite, faça a sua inscrição (aproveitando que é grátis) e participe levando apenas um pacote de fraldas geriátricas como ingresso social. Esse evento não só para quem trabalha com a pessoa idosa, mas também para filhos, familiares, cuidadores e para todos nós que queremos viver bastante — mas viver com autonomia, participação e dignidade. Afinal, quando a gente fala sobre o futuro das pessoas 60+, a gente está falando sobre o nosso próprio futuro.
Conheça mais sobre o trabalho do Cajema que é tão lindo e importante e já aproveita pra garantir a sua vaga. Nos vemos lá!
