Eu sei, já estamos dando tchau para janeiro, mas não dá, de jeito nenhum, pra deixar para trás o alerta do Janeiro Roxo, o mês do combate à hanseníase. E eu preciso começar esse papo com um dado que assusta: você sabia que o Brasil está no topo do ranking mundial dessa doença?
Infelizmente, é verdade. O Brasil é o segundo colocado no mundo em número de casos, e só fica atrás da Índia. Essa medalha de prata não traz orgulho e é claro que a gente não quer carregar, mas o fato é que todo ano, surgem mais ou menos 30 mil novos casos por aqui. Por isso, a gente precisa falar sobre esse tema, e falar alto!
Mas o que é Hanseníase?
A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que se aloja na pele e nos nervos. Antigamente, ela era conhecida como lepra. Um nome carregado de preconceito e que as pessoas tinham medo e até vergonha de falar.
Mas olha só: a doença tem cura! O problema é que o diagnóstico às vezes é chatinho, demorado, e é aí que mora o perigo. Se a doença evolui sem tratamento, pode deixar sequelas graves, como invalidez física ou até cegueira.
Fique atento aos sinais
A hanseníase evolui devagar. Geralmente, quando os sintomas ficam claros, é porque a doença já avançou. Então, preste atenção no seu corpo se:
- Achou alguma lesão ou mancha estranha;
- A pele mudou de cor e a sensibilidade está diferente;
- Tem queda de pelos na região da lesão/mancha;
- Dores, câimbras, formigamentos e dormência;
- Feridas que não curam;
- Alteração na sudorese (suor)
Como pega? A transmissão acontece pelas vias respiratórias (tosse, espirro, fala) de alguém doente que não está em tratamento. Mas calma, pois apenas 10% das pessoas têm predisposição a contrair a doença. E pra pegar, a exposição e o contato precisa ser por mais tempo.
Informação combate o preconceito
Como já falamos a hanseníase tem cura, o tratamento é simples e a medicação é gratuita. O maior inimigo não é a doença e sim a desinformação e o preconceito. Por isso, quero destacar o trabalho incrível do Instituto Aliança contra Hanseníase (AAL). Essa ONG sabe tudo sobre o assunto e atua principalmente em três frentes:
- Capacitam profissionais de saúde para fazerem diagnósticos mais certeiros e rápidos.
- Atendem pessoas que ficaram com sequelas da doença.
- Espalham informações e conhecimento verdadeiro para acabar com o estigma.
Para saber mais, buscar ajuda ou ajudar
Se você quer se informar, precisa de orientação ou quer apoiar essa causa, acesse o site da organização. Lá tem tudo explicadinho.
Vamos fechar janeiro com a consciência tranquila e o olho aberto. Hanseníase tem cura, e o preconceito se combate com conhecimento. Então bora espalhar informação e causar o bem?
Te vejo na semana que vem!
