Eu sei exatamente o que você deve estar pensando agora: tem que pagar o IPVA, comprar a lista infinita de material escolar pra criançada, perder aqueles quilos extras das festas de fim de ano e ainda correr atrás de todas as promessas que fez para 2026.
Tá certo! Tem mesmo que cuidar do bolso, do corpo e se planejar. Mas aqui entre nós, tem uma coisa que a gente costuma deixar de lado, lá no fim da fila: o nosso bem-estar mental, emocional, espiritual.
A gente corre pra quitar os boletos, pra apagar aqueles pequenos incêndios do dia a dia, mas deixa pra depois o cuidado com os nossos sentimentos e emoções. E vou te falar uma coisa que você talvez não imagine: esse período de festas de fim de ano e férias, que muita gente curtiu e ainda tá curtindo, é uma época que registra os mais altos índices de depressão e suicídi@. É por isso que existe o Janeiro Branco.
A cor (janeiro BRANCO) também não é por acaso. Representa uma folha de papel em branco. Novo ano, um novo começo e uma oportunidade de escrever uma nova história, mas dessa vez, colocando a saúde mental como prioridade.
Cuidar da mente não é luxo e muito menos frescura
Parece que a gente nunca falou tanto em ansiedade e depressão como agora, né? Todo mundo conhece alguém que tá passando por alguma situação que abala as estruturas. E aqui entra o ponto principal da causa de hoje: o cuidado com a saúde mental e emocional.
Infelizmente tem muita gente que ainda pensa que cuidar da mente é frescura, é falta do que fazer ou que é falta de fé. Isso porque não sabem que a depressão é uma doença multifatorial. Ela pode combinar fatores genéticos, biológicos, ambientais, sociais, emocionais. E se você conhece alguém que pensa que psicólogo e psiquiatra é frescura, converse e tente esclarecer.
Pense aqui comigo: se a gente tem diabetes, a gente toma remédio e controla a dieta. Se a pressão sobe, a gente trata. Então, por que achar que com a cabeça é diferente? Temos que tomar nosso “remédio pra alma” também. Afinal, se a saúde mental não tá boa, o corpo sente, o trabalho não rende, os relacionamentos sofrem e tudo piora.
E como a gente pode ajudar (ou se ajudar)?
Às vezes a gente vê um amigo meio pra baixo, ou a gente mesmo tá pra baixo e não sabe como agir ou falta grana pra pagar um profissional. Mas calma que tem jeito. E aqui vão algumas dicas:
1 – Quebre o preconceito: Precisamos normalizar ir ao psicólogo tanto quanto achamos normal ir ao dentista e entender a depressão como uma doença a ser tratada.
2 – Escute alguém (ou fale com alguém): Às vezes, só um desabafo já tira um grande peso. Escutar sem julgar já é uma ajuda gigante. E falar sobre nossos problemas com outras pessoas (preparadas para isso e que podem ajudar) também é um passo importante.
3 – Conheça (use e indique) canais de ajuda: Muita gente não tem grana pra terapia particular, e é aí que entra a informação. Onde buscar ajuda gratuita ou acessível?
- Existem ONGs que trabalham prestando esse tipo de assistência gratuita como o CVV (Centro de Valorização da Vida) do famoso disk 188. Funciona 24 horas por dia, todos os dias. E só ligar quando precisar conversar. O serviço é gratuito e sigiloso.
- Clínicas-Escola: Quase todas as faculdades de Psicologia oferecem atendimento à comunidade por um valor social ou até de graça. Procure a universidade mais perto de você.
- Rede Pública: Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) fazem um belo trabalho de acolhimento e de tratamento sem custo nenhum.
- Centros comunitários e pastorais: pastorais e comunidades de ajuda das igrejas têm projetos de escuta e apoio também. Na igreja dos Capuchinhos, por exemplo, tem o SOS que funciona às quintas-feiras de manhã até a noite.
Não tem desculpa pra buscar ajuda. Cuide-se! E cuide de quem está próximo de você. Bora causar o bem e fazer desse Janeiro Branco o começo de um ano mais leve pra todo mundo! Pode começar compartilhando o link dessa matéria pra quem precisa de ajuda.
