Eleição não é loteria!

Foto com uma camera no meio, representando varias pessoas de diferentes caracteristicas
Imagem criada por Inteligência Artificial

Fala a verdade, você também já pegou o controle para mudar de canal ou baixou o volume do rádio só porque começou o horário de eleição gratuito? Pode confessar, eu não conto para ninguém!
Eu sei, é desanimador. E muitas vezes é preciso “ter estômago” pra ouvir tanta promessa mirabolante, intenções que nunca vão sair do papel, mentiras deslavadas… Só que virar as costas, fingir que nada está acontecendo desligar o rádio, a tv e ignorar os que dizem os jornais é um erro que pode custar caro.
Se você é o tipo de eleitor que tá se informando pelo zap, pelas redes sociais (onde circulam o maior percentual de desinformação e conteúdo falso produzido com inteligência artificial), ou se tá pensando em pegar a colinha com os números do vizinho pra usar na hora de votar, quero te puxar a orelha! Você é aquele “cidadão” que não vai poder reclamar do buraco na rua, da falta de médico no posto de saúde, da segurança pública ou do rumo da educação, afinal, não está fazendo bem a sua parte.
A gente vai votar pra quê?
Foi a pergunta que uma vizinha fez pra outra no elevador e que eu tive o desprazer de escutar. Não saber nem pra quais cargos estamos escolhendo os representantes é o fim da picada!
Se você valoriza seu voto e tem consciência da responsabilidade que é apertar o botão na urna, tenho certeza que não está ignorando as propagandas da eleição e as propostas dos candidatos que pensa em escolher. E não só está avaliando as promessas, como pesquisando em fontes confiáveis sobre a ficha do candidato, seu legado político e vida pregressa. Sim, porque um cidadão de verdade, que merece respeito, não aceita a famosa “colinha” do vizinho, nem vende seu voto por favores ou benefícios individuais. E claro, não acredita em tudo que vê nas redes sociais ou nos grupos de “zap”.
O que não falta é armadilha!
Tem candidato que promete exatamente o que passou mandatos inteiros sem fazer. Tem quem diga uma coisa no palanque e faça o oposto nas votações. Pra piorar, hoje ainda temos que lidar com a desinformação pesada e as deepfakes, aqueles conteúdos falsos super bem feitos por Inteligência Artificial e que enganam boa parte dos desatentos. Não é à toa que a desinformação aparece como um dos maiores riscos para a humanidade e para a democracia no ranking do Fórum Econômico Mundial.
Quer ser um cidadão de verdade?
Então se prepara, porque dá mais trabalho. Mas te garanto, vale a pena e vai te proporcionar uma consciência tranquila para dormir sem culpa. Votar consciente vai definir os rumos do nosso país, da economia, da educação, do trabalho, da saúde, segurança e dignidade de milhares de pessoas.

Manual rápido para não ser feito de bobo

  1. Desconfie de “furos” bombásticos, daquelas notícias escandalosas que chegou pelo zap mas não foi noticiada em nenhum órgão oficial e confiável de imprensa.
  2. Não repasse nada no impulso. Consulte veículos de comunicação sérios antes de tomar um boato como verdade.
  3. Pesquise o histórico do candidato: Dê um Google básico. Veja se é ficha-limpa, de onde veio, quais projetos já aprovou e se as propostas são factíveis ou puro conto de fadas.
  4. Não passe nem aceite cola com número de candidatos. Nem venda seu voto por um churrasco ou promessas vazias.
  5. Teste seus conhecimentos antes da urna! Para descomplicar essa jornada cívica, o Instituto GRPCOM lançou uma ferramenta muito bacana: um quiz interativo e bem-humorado, no estilo “jogo de perguntas e respostas”, para você testar seus conhecimentos sobre o processo eleitoral e afiar sua visão antes de ir à seção de votação. Quer participar, aprender e se divertir? Acesse aqui ou visite o nosso perfil no Instagram (@institutogrpcom).
    Cidadania exige consciência e atenção. Então bora causar o bem, fazer o teste (esse você pode/deve compartilhar) e acompanhar o processo eleitoral para votar da melhor forma que pudermos. Conto com você e te “vejo” na semana que vem.
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