Sabe aquele copo a mais que se toma no fim de semana e que vai virando rotina? Aquela vontade de relaxar, se divertir ou aliviar o estresse que acaba na bebida exagerada? Hoje a gente vai entrar num assunto que é difícil, mas precisa ser falado. Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo (18/02) vamos acionar o sinal de alerta, porque esses goles e copos a mais podem cobrar um preço altíssimo. E muitas vezes, o vício se mostra como um problema silencioso, e quando a gente percebe, ele já destruiu família, carreira, dignidade, autonomia e até a liberdade. Sim, porque um dependente do álcool, assim como o dependente das drogas, acaba não tendo mais controle sobre a situação, e, mesmo que queira, pode não conseguir parar de beber.
Alcoolismo não é falta de caráter, é doença
Muita gente trata os alcoolistas como se fossem pessoas más, “sem vergonha na cara”, ou pessoas fracas que não querem se esforçar. Mas uma verdade que todo mundo precisa entender de uma vez por todas é que dependência química é doença.
Não é fraqueza, não é desvio de caráter, não é falta de vergonha na cara. A substância química age fortemente no sistema de recompensa do cérebro e muda completamente o comportamento da pessoa. O dependente está doente e, muitas vezes, precisando de apoio médico, psicológico e social para conseguir se manter sóbrio. Não podemos ignorar que isso traz muitos riscos:
- Danos físicos graves: A pessoa dependente pode desenvolver uma cirrose, pode danificar o sistema nervoso, o pâncreas, e pode desenvolver uma hipertensão. Também há riscos de queda e até casos de demência e câncer associados ao excesso de álcool.
- Saúde mental e social abalada: O abuso de álcool também está diretamente ligado ao desenvolvimento de quadros de depressão, baixa autoestima e isolamento social.
- Riscos a terceiros: Além de causar mal para si mesmo, o dependente faz a família toda sofrer e pode colocar outras pessoas em risco, seja porque se tornou uma pessoa violenta, ou dirigiu sob efeito de álcool.
Tem saída: ninguém precisa passar por isso sozinho
O primeiro passo para a mudança é a pessoa que se vê nessa situação reconhecer que precisa de ajuda, sem ter vergonha de admitir ou de buscar uma solução. Inclusive esse é o primeiro passo também dos 12 recomendados pelos Alcoólicos Anônimos (deixei o link com os outros 11 lá no final). E a boa notícia é que ninguém precisa passar por isso sozinho. Seja para você ou para um familiar, existem diversas portas abertas prontas para oferecer um recomeço:
- Rede Pública: Pelo SUS, os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) podem atender de graça.
- Terceiro Setor: Em nossa região, organizações sociais e ONGs como a FAZDI – Prohjeto Fazendo Diferença, a CRENVI – Casa de Recuperação Nova Vida, o AA – Alcoólicos Anônimos que tem vários locais de atendimento em Curitiba e a Comunidade Terapêutica na Igreja Perpétuo Socorro trabalham para acolher e recuperar essas pessoas e suas famílias.
- Grupos de apoio: o AA tem muitos grupos de apoio espalhados por todo o PR. Aqui nesse link você acessa os locais dos grupos espalhados por todo o estado do PR. E aqui você confere os 12 passos que mencionei anteriormente: https://www.aa.org.br/os-doze-passos/ e também o contato do WhatsApp para pedir ajuda.
Essas instituições fazem um trabalho lindo que salva vidas todos os dias, dando atendimento humano, psicológico e familiar. Mas, como manter uma estrutura de recuperação custa muito caro, eles precisam de doações, de voluntários e de visibilidade.
Se você está precisando de ajuda, ou se quer ajudar essas ONGs a continuarem seu trabalho transformador, entre em contato com elas e compartilhe essa informação! Afinal, informação de qualidade salva vidas, e a sua atitude pode ser a luz no fim do túnel para alguém que precisa. E então, bora causar o bem?
