O povo fala que a tecnologia veio para facilitar a nossa vida, mas tem hora que parece que ela está fazendo justamente o contrário, né? É celular apitando o tempo inteiro, rede social, mensagem, informação chegando de todo lado… E eu fico aqui pensando: será que a nossa cabeça está preparada para isso?
Ando pensando muito nisso, porque assim como eu, quem cresceu nos anos 70, 80 e 90 totalmente desconectado, deve sentir a mesma exaustão e pressão. A sensação é de que a tecnologia vai avançando e ocupando um espaço cada vez maior na nossa vida. E arrisco dizer que esse espaço tem sido muito maior do que deveria. A gente pisca e já passaram 40 minutos rolando a tela.
Quando o uso vira compulsão
Esse vício em telas que a gente está adquirindo já virou um problema sério para a saúde mental. A dopamina de um vídeo engraçado, de ganhar um joguinho, de fazer apostas, leva a pessoa a querer sempre mais e não conseguir parar. E isso evolui facinho para uma compulsão.
O pior é que hoje a gente está superdependente da tecnologia: para trabalhar, estudar, comprar, fazer transações financeiras… E isso complica ainda mais, porque praticamente, não dá pra viver sem.
E quando a gente fica conectado o tempo todo, corre mais risco de golpe e de crime cibernético. A gente também acaba se comparando mais, porque a grama do vizinho é sempre mais verde, porque a amiga viaja e eu não, porque o primo trocou de carro e eu tô aqui na “pindaíba”.
A gente fica recebendo estímulos sem parar, um atrás do outro, e junto com eles vem a dificuldade de se desconectar e até de prestar atenção em uma coisa só. Até o trânsito complica, porque todo mundo fica desatento com as notificações do celular. E aí eu repito a pergunta: a tecnologia realmente está melhorando a nossa vida?
A hora de olhar para a gente
A tecnologia pode ser maravilhosa, mas a gente também precisa saber a hora de olhar para a tela e a hora de olhar para a gente.
E tem uma oportunidade muito legal para quem quer se aprofundar nesse tema. Nos dias 6, 7 e 8 de outubro, à noite, acontece o VI Seminário Nacional Tecnologia e Dignidade Humana.
“Ah, mas está chovendo essa semana…” Não tem desculpa, porque é online e você nem precisa sair de casa. É só conectar na internet e, em vez de ver vídeozinho engraçado, é bem melhor ouvir o que especialistas superexperientes estão falando sobre essa relação entre tecnologia, comportamento e saúde mental.
E o melhor: o seminário é gratuito porque é promovido por uma ONG, o Instituto Tecnologia e Dignidade Humana (ITDH), junto à Escola de Pais do Brasil, à Federação de Amor-Exigente e à Universidade Federal do Paraná. O ITDH faz um trabalho lindo e muito importante de conscientização da sociedade, por isso, se você ainda não conhece, acessa aí o site deles ou as redes sociais e passa a seguir.
E pra concluir falando sobre o evento da semana que vem, quem é pai, mãe ou está passando por uma situação ou relação difícil com a tecnologia não pode perder o Seminário.
Anota aí: 6, 7 e 8 de outubro. Para fazer a inscrição, é só acessar o site do Instituto Tecnologia e Dignidade Humana ou acessar o link aqui embaixo:
VI Seminário Nacional Tecnologia & Dignidade Humana
Vale muito a pena participar, porque a tecnologia vai continuar avançando e precisamos aprender (com quem entendo do assunto) como podemos conviver melhor com ela.
Tá dado o recado, minha gente! Bora causar o bem e agarrar essa oportunidade de evoluir com as tecnologias!
