Velho freguês

O Atlético, esse que não joga, vai jogar na próxima fase da Copa do Brasil contra o São Paulo, que pelo histórico é um antigo freguês. A supremacia do Furacão contra o São Paulo, nos jogos com caráter decisivo, foi resultado de recursos técnicos, o que afasta qualquer alienação.

Destaco dois exemplos clássicos de partidas decisivas.

Em 1983, pelo Brasileiro, o Furacão ganhou no Morumbi por 1×0. Depois do gol de Assis, Roberto Costa, o melhor goleiro do campeonato, fez até então, a mais nobre partida de um goleiro pelo clube, depois de Caju. No jogo de volta, no Couto Pereira, ganhou por 2×1, com gols de Washington e Deti. O Furacão não era um time qualquer. Do meio para frente tinha Deti (Jorge Luiz), Nivaldo, Capitão, Washington e Assis.

Em 2001, pelo Brasileiro, o Atlético ganhou na Baixada por 2×1, gols de Alex Mineiro e Kléber Pereira. O time rubro-negro não era qualquer um. Só acabou campeão do Brasil.

Não conto com as finais da Libertadores de 2005 porque o Atlético, com a “mão grande” tricolor, foi empurrado para jogar no Beira Rio, em Porto Alegre, empatando em 1×1. Uma semana depois do jogo do Morumbi (São Paulo 4×1), com os mesmos times, pelo Brasileiro, o time rubro-negro ganhou por 4×2, na Baixada.

Nesses confrontos, agora pela Copa do Brasil, Atlético e São Paulo são times iguais, mal preparados taticamente, e sem a mínima qualidade individual. Se continuarem como estão, vão jogar pedindo auxilio ao acaso.

Mudanças

Uma das virtudes do homem é ter espírito de renúncia para reconhecer os erros. Os dirigentes do Coritiba, reconhecendo que é impossível uma renovação de um time pela idade, mudaram de rumo. Saindo às compras, trazem o lateral-direito Carlos César, que jogou no Atlético-MG. E lista outros, aproveitando-se das ideias do empresário Marcelo Lipatin, que só falta ganhar uma sala ao lado de Tcheco no Couto Pereira.

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