Se o passado, por mais recente que seja, não rende vitórias no futebol, pelo menos oferece orgulho e conforto. É possível sentir o ambiente do Athletico em algum canto da Granja Comary, onde o Brasil treina para jogar as Eliminatórias do Catar: da última linhagem de jovens excepcionais do futebol brasileiro, o goleiro Santos, o lateral-esquerdo Renan Lodi e o meia Bruno Guimarães tornam inevitável o encontro de quem nasceu, foi educado e cresceu na mesma casa, o CT do Caju. É um encontro de irmãos do mesmo sangue, o rubro-negro.

De vez em quando, o goleiro Weverton deve aparecer. Mas, não tem o mesmo sangue.

Igualdade

Nessa época de fracassos, o treinador Jorginho queria ser tratado no Coritiba como Jurgen Klopp foi tratado no Liverpool. Apenas para lembrar, o Liverpool aguardou quatro anos para exigir de Klopp um título, que veio com a Liga dos Campeões.

Só que Klopp foi contratado para preparar um time para ser campeão. Jorginho, para evitar o rebaixamento. Um título pode esperar, mas a queda para a Segundona, não.

Pelo Brasileirão, o Coxa joga hoje em Porto Alegre contra o Grêmio.

Em um jogo em que a derrota seria a lógica do resultado, a vitória se torna imprescindível.

Elegendo o seu “laranja” (dizem que, agora, convidou Vialle), é bem capaz renovar com Jorginho por mais três anos.

Acerto final?

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do Tribunal de Justiça do Paraná designou a data de 6 de novembro de 2020, às 14 horas, a Sessão de mediação que busca a composição da dívida que está em nome do Athlético face a Fomento.

A expressão “está em nome do Athlético” é porque o Estado e o Municipio de Curitiba, por contrato, estariam obrigados a participar em 1/3 cada um do gasto. Uso a expressão “estariam”, porque não foram provocados judicialmente pelo Furacão em ação própria.

A Sessão será comandada pela doutora Liciane Júnia Baltazar, que está entre as melhores mediadoras do Brasil.

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