O treinador Tiago Nunes entrou com uma reclamatória trabalhista contra o Athletico. O caso foi apresentado à Justiça do Trabalho, não porque o Athletico não tem dinheiro para pagar. Os seus ativos em dinheiro estão em R$ 300 milhões. Tampouco, porque, Tiago reclama direitos que não tem. Seus direitos são contratuais relativos aos prêmios das conquistas da Sul Americana e da Copa do Brasil.

Por conhecer bem Mario Celso Petraglia, sempre afirmo que em todas as suas atitudes como cartola, há um componente escondido. E, quando descoberto, conclui-se que a verdadeira intenção do ato, não era necessariamente uma boa intenção. Como a sua figura se confunde com o próprio Athletico, a infidelidade da instituição às obrigações contratuais, já se tornou fato notório.

O cartola não autorizou o pagamento do crédito de Tiago, com o único propósito de provocá-lo a entregar o caso à Justiça laboral, criando um mecanismo de desgaste público do último grande ídolo perante a torcida.

Dito de outra forma: Petraglia quer transformar Tiago Nunes em réu, em uma ação no qual esse é um autor carregado de fatos verdadeiros, de legitimidade jurídica moral, que são amparados pelo Direito.

A questão mais importante, portanto, não é jurídica, mas moral. Bem por isso, o cartola Petraglia ao não pagar em razão desse seu propósito rasteiro, ofende o princípio do respeito à dignidade humana.

Conselhos

Não são poucos os conselheiros e torcedores do Paraná, que me abordam perguntando se há uma solução para o clube. Sinto-me até constrangido, porque não tenho autoridade para aconselhar, sou jornalista.

Como tal, entendo de que há uma saturação do atual presidente Leonardo Oliveira. Não se trata de concluir por um juízo de valor de capacidade de superar as dificuldades. A saturação, aqui, é no sentido de que por melhor que seja a intenção, Leonardo não tem mais meios, inclusive emocionais, para buscar a solução.