A vitória no futebol tem um objetivo matemático por ser o único resultado que se procura alcançar na competição. Houve um tempo que era assim, mas, também, havia uma procura de fundo moral. Era aquelas por ideal e pelo orgulho próprio. E, esse, tinha um significado tão expressivo, que a sua importância era valorada na mesma proporção dos números.

Ganhar do Goiás, em Goiânia, não seria, também, uma questão moral para o Furacão? É que, mesmo provocando a memória, já não se consegue mais lembrar da última vez que o Athletico ganhou fora da Baixada. Faz tanto tempo que a memória se obriga a ser submissa a todas formas as outras formas de pesquisas.

Contra o sofrível Goiás, em Goiânia, a vitória é questão moral.
A não ser que, definitivamente, futebol e moral não combinem.

Peça jurídica

De vez em quando, o fantasma da dívida do Athletico para a construção da Baixada, volta a assustar os atleticanos. Foi noticiado que o Furacão interpôs recurso contra a sentença dos processos de execução, em foi condenado a pagar o valor que está próximo de R$ 520 milhões.

Li as razões dissertadas pelos advogados Pereira, Vernalha e Suzuki, que constituem o que antigamente os professores conceituavam como uma peça jurídica. Associando a documentos e imprimindo, entre os fundamentos, as lições do notável Marçal Justen Filho, os doutores convencem que o Athletico tem absoluta razão para exigir a divisão com município e Estado da dívida pela construção da Baixada.

Pena que esse trabalho está sendo executado em embargos à execução, cujo campo de discussão é estreito, em especial, quando remete para obrigação de terceiros. Mas, imagino que os doutores irão dar uma outra forma processual ao trabalho, transportando-o para uma ação própria, conexa à ação em que foi deferida a perícia para saber o valor exato da Baixada. É bom demais para ser perdido.

De primeira

Essa coluna será atualizada na sexta feira.

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