Os dirigentes do Coritiba e do Paraná não devem ter gostado de que o Estadual terminou. Não por ter sido o Furacão, o seu bicampeão. Pensando bem, o fato para eles era tão previsível como para os próprios atleticanos.

A questão é que sem o Estadual, o foco da imprensa e das redes sociais, que só apanhava o Athletico, precisa necessariamente procurar pelos coxas e tricolores.

Na próxima sexta-feira começa a Segundona.

Os dois, Coritiba e Paraná, tem muitas coisas em comum, mas uma em especial: são dois clubes cujos dirigentes seguem ordens das Organizadas. Seus cartolas, quando precisam do silêncio do torcedor bruto, sabem como fazer e como agir.

Quero estar errado (e, quero errar), mas o Paraná tem que iniciar a Segundona com um único objetivo: não ser rebaixado para a Terceirona. É que para voltar ao Brasileirão, são necessárias condições diretivas e materiais razoáveis, que irão originar as condições técnicas.

O Paraná, não tendo comando, não tem dinheiro. Não tendo dinheiro, não tem time. Esse time que vai começar a jogar a Segundona teve as suas condições reduzidas a zero ao ser entregue ao comando de Matheus Costa.

Já a situação do Coritiba é diferente. É muito mais grave. Não lhe resta outro objetivo de vida, a não ser retornar ao Brasileirão. E, no entanto, nada fez para dar uma estrutura técnica razoável ao time. Sob o pretexto de austeridade financeira, prefere especular no mercado negro, que é aquele que deixa agentes ricos e oferece, por pouco, jogadores medíocres. O resultado está aí: contratando mais de trinta jogadores, o Coritiba com a obrigação de retornar ao Brasileirão, vai começar com um time indefinido, comandado por técnico já sem cacife, depois da derrota no Atletiba.

Desejo

Almoçando ontem com a sua tropa de elite da Baixada, Mário Celso Petraglia cogitou de pedir autorização para as entidades de futebol, para o Athletico disputar o Paranaense de 2020 com o time feminino que está formando.

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