Nessa época de pandemia, reclama-se a transigência em qualquer ato da vida. No futebol não deve ser diferente. Qualquer análise tem que partir da premissa de que, por aqui, desde março o futebol foi para o divã e lá ficou esperando.

É verdade de que o período de treinamentos foi maior do que no do tempo regular de uma pré-temporada. Mas, esse aspecto temporal é um elemento que não soprebõe às circunstâncias desse período pandêmico.

É preciso considerar de que a preparação foi submetida à forte pressão psicológica, que provoca as restrições médicas e sanitárias, e o medo de contaminação. Então, é razoável concluir que a execução de qualquer atividade nessas condições não pode exigir o comportamento regular.

Mas, a transigência tem que ser nos limites do razoável. Há elementos que não podem ser ignorados. Ao contrário, devem ser, necessariamente, considerados sob pena de comprometer a própria análise.

Na Vila Capanema, o Coritiba ganhou do Paraná por 1×0, com a tática pequena de jogar por uma boa, que foi a de Robson. A vitória foi simples demais, não em razão do placar, mas pelo sacrifício que o Coxa teve que se submeter para derrotar um time que treinou em casa por orientação eletrônica.

E, a vitória só foi possível em razão da supremacia física, porque todos os outros fatores foram iguais. E, tanto que foi assim, e que o Coritiba continua limitado, que no final teve que depender do goleiro Wilson, que evitou um gol de Alemão.

Só que do Coritiba não se pode exigir muito mais. Os seus limites em razão da notória deficiência financeira são reconhecidos pelos próprios coxas. Neste momento, presumo que eles não têm (e nem devem ter) maiores ilusões.

Athletico deixou a desejar

A questão do Athletico já exige um tratamento mais severo por um fato: pensa que tem time, mas não tem. Em Cornélio Procópio, para empatar (1×1) com o Londrina sub-19, sem nenhum treinamento sério, precisou do inesperado.

O gol de Cittadini foi resultado de perda de bola adversária próximo ao gol; e o goleiro Santos teve que defender um pênalti. Já há tempo, Nikão é quem carrega esse Furacão. De repente, as suas costas podem acusar dores.

O empate teria pouca relevância, se não fosse a assustadora falta de evolução do time. Nem se pode atribuir o fato à pandemia, porque antes dela chegar, o Furacão já estava jogando mal. Em um mês de treino, regrediu.

Por enquanto, tem que se atribuir ao fato das carências individuais que obrigam a improvisar Erick na lateral-direita, renovar com o inútil Jonathan, e insistir com Márcio Azevedo, Marquinhos Gabriel, Bissoli e já arrisco Carlos Eduardo.

Pela falta de evolução técnica do time por falta de bons jogadores, temo que o motivo chegue onde não deve, no treinador Dorival Junior.