Com um olho no padre e o outro na missa, vi pelo Brasileirão, na Baixada, o Athletico empatou com o Bragantino, 1 a 1, e no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o Coritiba empatou com o Botafogo, 0x0. O Furacão pelo FutMax, que de “pirata” não tem nada. 

Pergunto-me: qual dos dois resultados é fato mais relevante? Penso e respondo: não é um ou outro resultado, embora o do Coxa pareça mais significativo, em função de que somando 7 pontos nos últimos três jogos, sugira uma tendência de ascensão. 

O fato mais relevante é o de que o Athletico e o Coritiba devem se resignar com um objetivo: não serem rebaixados para a Segundona. Quer dizer: o futebol paranaense voltou a ser periférico em âmbito nacional. Prestei mais atenção na missa do que no padre.

O Furacão foi de chorar. O empate lhe caiu como uma graça. Dominado pelo pequeno Bragantino, salvou-se pelas defesas, sempre elas, do goleiro Santos. Há tempos não via o time passar o segundo tempo de um jogo que precisava ganhar sem chutar uma única bola no gol adversário.   

E não se culpe o treinador interino Eduardo Barros. Ao contrário, os raríssimos bons momentos do primeiro tempo, quando saiu o gol de Geuvânio, tiveram a sua influência. 

A culpa é de Mario Celso Petraglia, que libera dinheiro para Paulo André e Márcio Lara, seus teleguiados, contratarem Carlos Eduardo, Marquinhos Gabriel, Aguillar, Richard e Geuvânio ao custo presente e futuro de R$ 30 milhões. Para não perder para o Bragantino, o Furacão teve que usar um time sub-23. 

E o Coxa?

Anda-se tão pequeno por aqui, que o Coxa comemora o empate sem gols, no Nilton Santos, com o Botafogo. A euforia pelo 0 a 0 é coerente com o seu objetivo que é não ser rebaixado.  

Até que no primeiro tempo topou surpreender os cariocas. E, se não fosse, o incrível Yan Sasse perder o gol que perdeu, poderia até dar um outro rumo ao jogo.

No segundo tempo, foi a cara de Jorginho, seu treinador: atrás, dando chutões, e rezando por uma bola.  Só não perdeu pelas defesas, sempre elas, do goleiro Wilson.