Navegando, eu vou dar no site COXAnautas, e lá vejo Ricardo Honório, Marcelo Carneiro e Rogério Scarione que o comandam entrevistando o ex-presidente do Coritiba, Giovani Gionédis.

Antes de alcançar o tema, permitam-me os coxas, uma observação: depois de Evangelino, se Joel Malucelli, Sergio Prosdócimo e Giovani tivessem mais um mandato, ou no mínimo, mantivessem sob controle, mesmo que indiretamente, a vida racional que havia recuperado as finanças do Coritiba, as coisas poderiam ter tomado outro rumo no Alto da Glória.

Lá, na entrevista, Giovani lembra que na sua gestão, o Coritiba perdeu a oportunidade de construir um novo estádio e mudar a sua vida. Embora não tenha feito uma referência expressa, no contexto, é possível que ele lembrou do Athletico, ao afirmar: “Eu não gosto de falar do Athletico, porque torço pelo Coritiba e por todos os outros times que jogam contra o Athletico. É verdade. Eu provei isso para a torcida toda, quando o Athletico foi para a Libertadores na final. É assim, não tem acerto, não existe liga”. E, todo prazeroso, ri.

Essa manifestação de Giovani deveria ser absorvida como comum, tratando-se de um torcedor coxa fanático. Mas, o que seria normal por conta da paixão, com certeza será interpretado de outra forma, pois projetará para o público uma questão que está sendo estimulada nos bastidores.

Acreditando em uma das tantas versões do seu comando, os atleticanos atribuem a influência de Giovani Gionédis junto ao prefeito Rafael Greca, o motivo pelo qual o município de Curitiba não transige com a alteração do valor de sua obrigação no preço final da obra.

Há três fatos incontroversos e públicos: Giovani é coxa fanático, não tem nenhuma reserva quanto a contrariedade esportiva ao Athletico, e é amigo de Rafael Greca. Mas essas condições (virtudes ou defeitos?) seriam suficientes para impedir que o município concorde em reajustar o valor de sua obrigação?

Acredito que com uma decisão judicial, qualquer influência de Giovani seria esvaziada. E, é essa decisão, que o Athletico tendo causa para ter, não conseguiu.

Um dia desses, assisti a minissérie sobre a vida de Victor Hugo (Os Miseráveis) como político. Convidado por Luiz Napoleão para ser ministro da França, o escritor não aceitou, respondendo:

– O bom não é ter cargo no governo. O bom é ter influência.