Na Baixada, pela Libertadores, Athletico 4×0 Jorge Wilstermann

O time boliviano é fraco, sem dúvida.

E foi a partir desse fato que o Athletico apresentou as suas virtudes. Com a consciência de sua superioridade e jogando na Baixada, assumiu a responsabilidade de vencer. Solidário, foi ao ataque. Marcando adiantado, com um atraente catálogo de variações de jogadas e de posições de jogadores, tornou-se ofensivo. Empurrando o Wilstermann para a defesa, a cada cinco minutos criava uma chance de gol. Golpe atrás de golpe, só não marcou logo de cara porque o goleiro Gimenez fez três defesas em estágio de milagres. Não havia nenhum vestígio do Furacão que perdeu para o Tolima.

O primeiro gol como consequência lógica do domínio rubro-negro era apenas uma questão de pouco tempo. Com essa imposição técnica e com sorte, aconteceu: a bola chutada por Roni iria para o lado de Gimenez. Era possível e provável a defesa. Mas, desviando no corpo, inclusive no braço colado do argentino Marco Ruben, foi para o canto oposto, no canto direito.

A sorte também traz justiça.
Imediatamente depois, o argentino Tomás Andrade ganhou uma bola no meio e seu chute da entrada da área foi aceito pelo goleiro Gimenez. O intervalo mandou o Furacão para o vestiário, em ritmo do tango tocado pelos argentinos Marco Ruben e Tomás Andrade.

Com Wellington e Cirino, o rubro-negro não desacelerou. Continuou emotivo, vigoroso e organizado com a intenção de mandar, em definitivo, o desamparado Wilstermann para o relento.

Nem bem começou o segundo tempo, aconteceu o terceiro gol, um corolário do jogo daquele que lustrou e deixou brilhante o Furacão: o lateral-esquerdo Renan Lodi, agora jogando como meia, chutou cruzado e venceu Gimenez.

Depois, mil chances foram criadas. Na última, o quarto gol aconteceu: o volante Bruno Guimarães, agora como centroavante, pegou a bola na área e marcou.

Renan Lodi foi o melhor em campo.

O público foi um fracasso: 17 mil torcedores.

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