Na Baixada, pelo Paranaense, Athletico 1 x Paraná 1.

        O jogo jogado como competição, pela coerência de ignorar essa fase do Estadual como matéria de análise, trato-o como irrelevante. Se, agora, adoto-o como referência, é porque o Furacão jogou com seu time principal contra o time reserva do Tricolor, e esse fato precisa, necessariamente, ser abordado. 

        De imediato, se há diferenças na ordem de jogo em relação aquela que existia no final de 2019, são mínimas, coisas de início de ano. Ao contrário, no primeiro tempo, o Furacão foi volumoso, e se não resolveu o jogo, foi em razão das defesas do goleiro Marcelo.

        A partir desse fato, surge a terrível verdade para os atleticanos: o desmanche individual do time pela obsessão do presidente Mário Celso Petraglia por dinheiro, tem repercussão imediata no sistema de jogo. Bem analisado, Santos e Nikão foram os que sobraram, o que é muito pouco para quem tem pela frente um calendário rico de competições.

        E nem precisa recorrer às inevitáveis e obrigatórias saídas, como a de Bruno Guimarães. Bastam coisas simples, como a saída de Léo Pereira, que não só enfraqueceu a defesa, como reduziu a força de criação do meio pela esquerda.  E, também, a exclusão de Rony como motivo para justificar um possível negócio para satisfazer Petraglia.  

        E, nem se pode ter esperança nas reposições.  Halter é um bom menino, será um grande zagueiro, mas de virtudes reduzidas à área de defesa, e eventualmente, nas bolas paradas na área contrária, como no seu gol.  A falta de um grande meia, e que não será Fernando Canesin, esvazia a função de Léo Citadini e faz com que Nikão carregue mais peso do que pode.  E, a ausência de Rony escancara, ainda mais, a pobreza técnica e a tradicional indolência (falta de vontade) de Marquinhos Gabriel, outra “obra milionária”, do gerente Paulo André para atender interesse de empresário. 

        Ontem, a torcida vaiou por ter consciência do desmanche provocado pela ansiedade de Petraglia por negócios.  Pode ser que no próximo fracasso, as vaias tomem a direção do treinador Dorival Junior.  Não será justo, aliás,  será absolutamente injusto, se antes, não passarem pelo camarote de Petraglia.