Por ser fato passado e esquecido, não tinha motivo para lembrar o que foi do Athletico na Copa Libertadores da América. Mas lembrei – o que vou fazer? E agora eu sei que a razão é uma dúvida: para ganhar a Libertadores se pode agarrar no casuísmo? A dúvida me foi provocada em razão da exuberância dos times do Grêmio, Flamengo, Boca Juniors e River Plate.

Tenho me apegado na afirmação de que o Athletico jogou a Libertadores como a aposta no casuísmo.

Agora, consciente da extensão do poder técnico dos semifinalistas, pergunto: como um clube do nível do Athletico se prepara para uma Libertadores?

Há duas formas: gasta em contratação mais do que seu orçamento autoriza, extrapolando o seu poder de endividamento, ou é beneficiado por uma geração de jovens jogadores talentosos.

O exemplo da primeira forma, é o Flamengo; o da segunda, o Grêmio. O Furacão, com razão, prefere ser saudável financeiramente, do que correr o risco de investir o que não tem. Então, resta a segunda forma, que é a de criar uma estrutura técnica com jovens jogadores, como o Grêmio. Mas, também, é quase impossível. Um dos motivo é que o Grêmio é um clube do Rio Grande do Sul, atraindo os meninos que surgem em todas as bandas do Estado. E o Athletico é um clube de Curitiba, que não atrai os jovens paranaenses. Obrigado a estender o seu trabalho de pesquisa, se torna frágil pela falta de capacidade de observação.

Vejam só.

O Furacão, pelo Brasileiro, vai jogar com o Ceará, na Baixada.

A sua zaga terá Robson Bambu, o meio Léo Citadini, e o ataque Marcelo Cirino.

Segundona

Há uma premissa que o Coritiba deve adotar a partir do jogo em Campinas, contra a Ponte Preta: não perder para aqueles que com ele concorrem diretamente no G4. Mantendo a média de pontos do Couto, a matemática torna-se simples, remetendo o clube de volta ao Brasileirão.

Com o Paraná já é diferente. Concorrendo com o G4, obriga-se a ganhar. Joga com o Vila Nova, na Vila Capanema, agora mais tranquilo.