Não foram poucas as vezes que Mario Celso Petraglia me processou. Recusei propostas de acordo porque não tem preço a liberdade de opinião do jornalista. Ganhei todos os processos, simplesmente, porque exerço o jornalismo com dignidade.

Certa vez escrevi uma coluna com o título “O Bem e o Mal”. Tratei do movimento de sócios e de torcedores contra o arbítrio de Petraglia, em relação ao preço dos ingressos, do preço de associação e das prestações de contas suspeitas.

Entre outras coisas, escrevi: “O Atlético é opaco. O Mario Celso Petraglia é o dono do poder, da verdade e do dinheiro. Ai de quem o contesta: leva no lombo um processo. O doutor pode decidir os maiores absurdos, causar prejuízos, hipotecar e penhorar todo o patrimônio, fazer desaparecer direitos de jogadores, que nada acontece”. Escrevi, também, Petraglia “protege-se com grandes advogados pagos pelo Athletico”.

A sentença de 1º grau do Juizo Criminal de Santa Felicidade, que me absolveu, foi confirmada pela 4ª. Turma Recursal, do Tribunal de Justiça do Paraná, por unanimidade. Meus advogados foram Marcelo Ribeiro e Henrique Caron.

Não gosto de tornar pública essas vitórias. Mas, Juca Kfouri tem razão: é bom o jornalista expor esse tipo de coisa. Mas, recentemente, o excelente jornalista Napoleão de Almeida (Uol, Bandsports e YouTube) noticiou e provou que o Furacão é quem paga as custas e as despesas processuais (honorários) das ações pessoais de Petraglia. E, por coincidência, sempre contra jornalistas.

Se é fato verdadeiro (e, é), pergunto: as despesas do Hospital Vila Nova Star, de São Paulo, incluindo os honorários do maior cirurgião do Brasil, quando do tratamento da sua grave enfermidade, quem pagou?

Contradição

Ao mesmo tempo que chora a sua miséria à Justiça do Trabalho, o Coritiba contrata o já desgastado atacante Neilton, que ganhava R$ 300 mil por mês no Vitória, de Salvador. Por baixo, por baixo, veio ganhando R$ 150 mil, que com os encargos da carteira, batem em R$ 200 mil.

Talvez, o presidente Samir adote o principio de que “miséria pouca é bobagem”.