O leitor pode pensar que é fácil a vida de jornalista. Então, veja só o que me aconteceu. E, talvez, por minha culpa. Deixei todo esse espaço para escrever sobre o jogo entre Coritiba x Sport. Esse meu espaço, em razão da Tribuna impressa (é uma das minhas paixões), reclama, em regra, 2 mil palavras. Afinal, ganhando, o Coxa definitivamente teria encaminhado a sua volta ao Brasileirão.

Não sei se quis forçar o limite da realidade em jogar com a esperança de uma grande vitória Coxa. Mas, agora que o jogo terminou sem gols, o que eu vou fazer? Um jogo de 1ª divisão que termina sem gols, já é um fato dramático para o jornalista. “Porque não há nada mais que triste, um 0x0”, dizia Nelson Rodrigues. Imagine, então, um 0x0 na Segundona brasileira.

Esse jogo do Couto Pereira foi de chorar. Concordo que o time do “Glorioso” é fraco, mas não é pior do que Sport. Não se se justifica, então, que em 95 minutos, tenha chutado uma única bola no gol, a de Thiago Lopes. Já tinham me contado que Jorginho como treinador tem a capacidade de piorar o que já é ruim.

Prazo fatal

O Athletico teve todo o tempo do mundo para acertar a renovação do contrato com Tiago Nunes. E, agora, recebeu essa terça o prazo definitivo do treinador. O fato sugere que essa é uma das consequências da centralização do poder por Mário Celso Petraglia, que se obrigou a ficar em recesso hospitalar durante 50 dias.

Talvez, o Furacão não consiga cumprir o prazo dado por Tiago, mas com certeza, Petraglia terá a lição definitiva em um futebol: não se pode confiar na falta de capacidade e na submissão das pessoas. No caso, Salim Emed (presidente) e Marcio de Lara (vice-presidente), provaram que não têm condições de enfrentar questões importantes. Emed porque é incapaz, e Marcio de Lara porque além de ser incapaz, deve obediência a Petraglia, que é o Athletico, e que paga o seu salário. Bem por isso, é que todos os profissionais no Caju, a exceção de Petraglia, não acreditam em mais ninguém.