Para os coxas conscientes, a volta ao Brasileirão só foi motivo de orgulho na aparência. Pela razão interior, foi o pagamento de uma obrigação exigida pelo passado de quem já foi campeão do Brasil. Talvez o orgulho maior, com base na razão, tenha sido o apelo popular provocado pelo trauma de repetir a Segundona. Não há dúvida que um público médio de 22 mil torcedores por jogo é causa de orgulho.

Entendo que essa questão não se encerra com o número frio, sem analisar uma circunstância: o valor do preço do ingresso. Às vezes, por R$15,00 o torcedor garantia um lugar no Couto Pereira por três jogos. Em linguagem de comércio, é possível afirmar que o Coritiba vendeu os seus jogos no atacado.

Não quero reduzir a luz do brilhantismo que é, em qualquer circunstância, a média de 22 mil torcedores por jogo. Por menor que seja o valor do ingresso, o fato prova o poder popular de uma instituição.

No entanto, é preciso que essa marca seja temperada pela certeza de que o valor de R$ 5,00 por jogo é trânsito para ter acesso em um ambiente amador e não profissional.

O Coritiba tem que voltar a se acostumar com as coisas que o Brasileirão exige. Uma delas, é a de deixar de praticar atos de caráter assistencial, que se confundem com populismo.

Exigências

O fato de que seu pai está residindo em Curitiba parece ter incentivado ainda mais a vontade de Rogério Ceni vir comandar o Athletico. Mas a vontade pela questão pessoa não está sendo usada como impulso final. Ceni anda fazendo exigências.

Entre elas, há uma que Mário Celso Petraglia desde 1995 não concorda: além do valor do salário ser fora do padrão, o contrato proposta estabelece uma multa valiosa em caso de rescisão por interesse do clube.

Se em tese Petraglia tem razão, no caso concreto tem absoluta razão: Rogério Ceni ainda não é técnico para se apostar incondicionalmente. Ser treinador do Athletico não é ser treinador do Fortaleza. No Caju, a hierarquia do cargo é controlada por critérios definitivos que o clube já adotou há muito tempo e que estão dando certo.