O decreto-lei quer tornar o clube mandante a qualidade de titular exclusivo da cessão dos direitos de imagem de um jogo.

É que o conteúdo moral de uma lei antecede à sua expressão literal. Esse decreto de Bolsonaro sob o aspecto moral já nasceu deformado. Seu objetivo imediato não foi o de favorecer os clubes, mas, o de usar o Flamengo, para constranger o Grupo Globo. Só Landin, presidente do mais popular clube brasileiro, por vaidade, não percebeu. Essa pretensão imoral é objetiva, pois, não há como justificar a alteração da lei por um decreto, se os clubes têm contrato com a Globo.

O que não me surpreende, é a posição de Mario Celso Petraglia, ao repórter Rudnick, da Tribuna/Gazeta. Na esteira das ações dos outros, portanto, do oportunismo, o presidente do Furacão tem uma incrível facilidade de ser contraditório.

Sempre pregou, e com razão, que o tratamento desigual na indenização pela cessão, desequilibra o nível de competição. Agora, exalta Landin e Bolsonaro, ao analisar, somente em tese, a ordem bolsonarista. Se a análise for específica, irá concluir de que o decreto só é bom para os clubes de torcida nacional, que são os do Rio de Janeiro e de São Paulo, excluindo os outros centros. Isoladamente, o Athletico não tem poder de negociar valor que Petraglia entende devido pela exclusividade dos seus jogos. Quanto vale um Athletico x Fortaleza?

Na verdade, nesse decreto, foi gerado um monstro, uma espécie de “Bebê de Rosemary” do futebol. E o presidente Bolsonaro serve bem para o papel da ” Rosemary”, de Mia Farrow.

Onde anda?

Há 18 dias anda sumido. Onde anda o professor Barroca, treinador do Coritiba?