O instituto de pesquisa IBOPE andou pelo Brasil medindo o tamanho das torcidas do futebol brasileiro. Os números, em si, podem (e devem) ser discutidos, porque são isolados dos critérios objetivos da pesquisa. Apresentam-se os números, mas, não os critérios. Sem saber dos critérios, não serei hipócrita em afirmar que o tamanho da torcida do Athletico duplicou em relação a do Coritiba e triplicou face ao Paraná. 

Mas, independentemente de critérios uma conclusão da pesquisa é indiscutível: em relação a si própria, a torcida do Furacão, a partir de 1995, duplicou. Se não prova pela média de público na Baixada, é porque força-se a prevalência das elites que compram, pagam e vão ver o Furacão de acordo com o interesse do momento. Aliás, essa pesquisa prova que a torcida do Furacão é discriminada pelo próprio clube.

Considerando que é fato certo de que a torcida rubro-negra duplicou a partir de 1995, provoco uma questão: qual é a diferença entre o seu tamanho e o da dos coxas, se a rivalidade sempre os dividiu de forma igualitária? A conclusão lógica então é a de que o tamanho da torcida atleticana supera e bem a do Coritiba. Não sei o tamanho dessa diferença 

Volto na segunda feira a esse palpitante assunto.

Arremesso Final

O basquete nunca provocou o meu ânimo. No máximo, assistia-o como passatempo. E o tempo só passava, porque o narrador era Luciano do Valle.

Bem por isso, apenas o modismo de nome Netflix, me levou a ver o documentário sobre a saga de Michael Jordan e o Chicago Bulls. 

No basquete, Jordan foi o maior de todos os tempos, todos sabem. A diferença de seus atributos em relação aos outros da sua época eram descomunais. A sua personalidade era tão complexa, que a sua arrogância se tornou uma virtude, por ser ela a origem da sua intransigência com a vitória.

A mesma produção com a mesma proposta narrativa, atualizando a saga de Pelé, no Santos, e na Seleção Brasileira, e passada nessa época em que o documentário de Jordan se torna apenas um bom passatempo.