Houve um tempo que, ainda, tínhamos o direito de sonhar com o impossível, que era ter os nossos ídolos como se fossem valores eternos. Quando iam embora, ficávamos com o sentimento de perda. Mas esse tempo, há muito tempo, já não existe. E, se tivéssemos, ainda, esse tempo, estaríamos impedidos de sonhar. É que já não se fazem mais ídolos.

Naquele tempo, o jogador era formado para ser ídolo. Bem por isso, quando iam embora, ficava o sentimento de perda. Hoje, é formado para ser objeto de negócio. A nova geração de torcedores cresceu com a cultura do ídolo por um evento, por um ano, por uma ocasião.

Renan Lodi já tinha ido embora. Agora, está chegando a hora de Bruno Guimarães caminhar para a Europa. Precisos, bem-educados e formados pelo Athletico, não precisaram mais do que um pouco tempo para serem históricos. Foram quase ídolos.

Brutalidade

O que ocorreu com o repórter Jairo Junior, da Rádio Transamérica, em Criciúma, não foi um simples cerceamento ao direito de imprensa ou de trabalho. E, não foi apenas uma grave violência física por ordem da CBF, como é todo o ato que subtrai indevidamente um bem. A violência mais grave dessa brutalidade está na ofensa ao seu espírito, na batida forte em sua alma. É quando os danos são irreparáveis. A minha solidariedade a Jairo Junior.

Vitória

O Paraná não voltará para o Brasileirão em 2020, mas Matheus Costa e os jogadores saíram vitoriosos. Mais do que profissionais, jogaram pelo ideal que deve existir no exercício de qualquer profissão. Mais do que técnico e jogadores, foram homens. Foram um exemplo para o presidente Leonardo Oliveira.