Na Baixada, pelo Brasileirão, Athlético 1×0 CSA. O Furacão se dividiu em dois, o que Tiago Nunes orientou e o que os jogadores executaram. Felizmente, prevaleceu, outra vez, o que o treinador rubro-negro mandou. Então, quem não viu o jogo, consciente de que uma ordem por mais perfeita que seja, é dependente da sua execução, já deve imaginar que o campeão da Copa do Brasil foi ao limite para ganhar do sofrível time alagoano.

E, a prova maior de que o time, individualmente, foi mal, que perdeu gols por falta de qualidade (às vezes, seriedade) nas conclusões. O maltratado Marcelo Cirino marcou o gol da vitória, porque a bola dada por Márcio Azevedo, aos 36’ do 2º tempo, não poderia ser perdida. O jogo, definitivamente, provocou uma outra questão.

É de se presumir que, Tiago Nunes, permanecendo no Athletico, não se deixará envolver por sentimentos que o tempo e um título provocam na relação com os jogadores. Se a pretensão é alcançar um estágio superior na Libertadores, é preciso ter a frieza para concluir que quando um time depende só do esquema, é sinal de que há muita carência individual.

O Athletico ganhou e Nikão foi o melhor. Mas, a boa notícia, esteve longe da Baixada: recebendo alta pela manhã, Mário Celso Petraglia voltou para a sua residência, em Curitiba. Por recomendação médica, ainda, não pode receber visitas. Haverá apenas uma exceção: Tiago Nunes será chamado para conversar sobre a renovação de contrato. Um fato já adianto: o Furacão irá valorizá-lo, propor-lhe um contrato rico, mas sem fazer loucuras.

Jogão

Reservo para o Coritiba poucas linhas. E, os coxas inteligentes, irão entender. A vitória (1×0), na sexta, em Ribeirão Preto, só terá um grande significado, se o Coxa ganhar hoje do Sport, no Couto Pereira. A disputa pelas três vagas que restam para definição do G4, não permitem fracionar uma série de vitórias, em especial, contra candidato direto.