Um jogo contra o Boca Juniors em La Bombonera, para qualquer time, sempre é especial. Se é o primeiro jogo, então, torna-se épico.

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A partir dessa certeza, há razão para a emoção que domina os atleticanos: à noite, pela primeira vez na sua história, lá estará o Furacão. Ao ser exteriorizada, os rubro-negros mostram junto, também, o orgulho.

E não se trata de um fato de ocasião. Pode ser até que a segunda retarde, mas ocorrerá. É que o Athletico passou a integrar os campeonatos nacionais como competidor. Foi campeão da Sul-Americana, e não é a primeira vez que joga a Libertadores.

Como se comportará emocionalmente o Athletico?

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Se o Furacão tem preparo (e tem), a sua maior porção está no aspecto psicológico. Isso, no exercício de qualquer profissão, significa poder de concentração. Teimo em acreditar que, por todo o trabalho científico que se realiza no CT do Caju, não irá, como diziam antigamente, “amarelar”.

Aliás, no futebol atual, pelos mais diversos motivos, o preparo psicológico é um dos mais importantes elementos para o sucesso de um time de futebol. Foi por falta de concentração que o Barcelona saiu reduzido a cinzas de Liverpool.

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Concordo que é impossível um controle emocional se o time, sem Tiago Heleno na zaga, tiver que usar em algum momento usar Robson Bambu. Aí, lembrando que Marcelo Cirino sempre entra, nem Freud como treinador poderia controlar as emoções rubro-negras.

E já antecipo que eventual derrota do Furacão entrará na conta da linha de fracassos fora da Baixada. É que o Boca ganhar em La Bombonera é uma regra, quase sem exceção. Nesse caso será absolutamente normal. E aí eu lembro do querido Raul Mazza do Nascimento, o maior comentarista esportivo de todos os tempos. Quando o Athletico perdia para um grande time, ele consolava a torcida dizendo: “Foi uma bela derrota!”.

O maior

A Inglaterra não tem o melhor futebol do mundo. Aliás, ninguém o tem. Mas tem o maior futebol do mundo. Por conta dessa grandeza, em razão da organização de seu campeonato, que atrai investidores que tornam os clubes ricos, vai parar o mundo dia 1º de junho com o final da Liga dos Campeões: Liverpool x Tottenham, em Madri.

Pode até ser uma contradição. O futebol estimulado por dinheiro é o que é mais jogado na emoção.