À espera dos jogos da Segundona, tomo conhecimento de um fato grave no Coritiba. No último 29 de agosto, o presidente Samir Namur, usando o CNPJ do Coritiba S/A, alienou fiduciariamente a favor do fundo de investimento Sport Partners, por R$ 4 milhões, o patrimônio do Coritiba Foot Ball Club.

A censura que se deve fazer a Samir não é o negócio em si, por ser absolutamente legal. A gravidade está no uso do Coritiba S/A, que não pratica, é uma sociedade desativada.

Qual foi a intenção do presidente Namur? Não submeter o negócio aos conselheiros ou não dar conhecimento aos credores da entrada do dinheiro?

Aos jogos.

No Couto Pereira, o Coxa ganhou do fraco Guarani, 1×0. E, foi uma vitória, em literatura de Segundona, no tranco. É assim: uma vitória com um gol de jogada isolada, de escanteio, na qual Robson se aproveitou da falha do goleiro Klever. Se, Jorginho foi contratado para fazer o time jogar mais, ainda está devendo.

O Paraná ganhou do Operário por 1×0, gol de Bruno Rodrigues. Quando escrevo, encontro o Tricolor no G4. Não é nada, é muita coisa produzida pelo excelente trabalho do treinador Matheus Costa.

Vidas cruzadas

A grande surpresa dos treinos do Brasil em Singapura é o goleiro Santos, do Furacão.

Como é danada a vida de goleiro.

Vejam só o caso de Santos. Se foi um grande goleiro quando jovem, ninguém lembra. Passou a sua juventude no Athletico, na reserva de Weverton. E só agora, aos 29 anos, alcançou o estágio de grande goleiro.

Até um dia desses, Santos era submetido à desconfiança dos próprios atleticanos. Não foram poucas as vezes que eu próprio o tratei com reservas. E, isso, não ocorria porque Santos não revelava atributos, mas, porque, os atleticanos se acostumaram com Weverton. Agora, todos, atleticanos ou não, se rendem a ele.

O futebol, que às vezes parece ser um mundo infinito, é muito pequeno. Tem a capacidade de surpreender vidas, cruzando-as.

Para ir ainda mais em frente, Santos tem que superar quem? Weverton, o segundo reserva da seleção.