Por Ágide Eduardo Meneguette*

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A importância do Paraná no cenário nacional, seja pelo aspecto econômico, político ou social, não deixa dúvida: já passou da hora de instalar um Tribunal Regional Federal (TRF) com sotaque pé-vermelho. Essa medida vai beneficiar a sociedade paranaense, de outros estados e mesmo a população brasileira.

Afinal, a implantação de um TRF no Paraná, com certeza, vai desafogar o grande volume de processos acumulados nos tribunais existentes, dar velocidade aos julgamentos e aproximar o Poder Judiciário do cidadão.

Hoje, nossos processos e recursos são enviados para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde está instalado o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que também recebe os casos de Santa Catarina. Isso acaba por dar certa morosidade na análise por parte dos desembargadores federais, tamanha a demanda, inclusive do próprio Paraná. Tenho certeza de que essa visão não é apenas do meio rural, mas também dos demais setores (indústria, comércio, serviço e transporte), que contabilizam ações à espera de julgamento no extremo sul do país.

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Queremos, junto com as demais entidades do G7 Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, que os processos envolvendo temas, assuntos e questões do nosso estado sejam julgados “em casa”, num TRF Paraná. Isso já está na Constituição Federal, é direito da população paranaense

O mais indignante é o fato de que a implantação da corte no Paraná já está aprovada há mais de dez anos pela Emenda Constitucional 73/2013, que cria quatro novos tribunais regionais federais (Paraná, Bahia, Amazonas e Minas Gerais). Porém, somente o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, com jurisdição em Minas Gerais, saiu do papel, em 2022.

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Os demais foram suspensos por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o que muito nos estranha. A própria Procuradoria-Geral da República fez uma manifestação para derrubar a liminar e julgar improcedente a ADI, mas o julgamento do processo ainda está pendente.

A título de informação, além de Porto Alegre e Belo Horizonte, há outros TRFs no Brasil. O da 1ª Região, com sede em Brasília, atua nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e no Distrito Federal.

O Tribunal da 2ª Região tem sede no Rio de Janeiro e abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A 3ª Região tem sede em São Paulo, atuando em São Paulo e Mato Grosso do Sul. E a 5ª Região, com sede em Recife, atende os estados do Ceará, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A instalação de um TRF no Paraná é de suma importância para garantir agilidade e serenidade aos processos. Isso porque a população estadual (hoje somos quase 12 milhões de pessoas) e a economia do Paraná cresceram e, consequentemente, a quantidade de processos aumentou, mas segue concentrada.

Queremos, junto com as demais entidades do G7 Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, que os processos envolvendo temas, assuntos e questões do nosso estado sejam julgados “em casa”, num TRF Paraná. Isso já está na Constituição Federal, é direito da população paranaense e vamos trabalhar para tornar isso realidade.

* Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep e coordenador do G7 Paraná