O último fim de semana foi marcado por manifestações em defesa dos animais em Curitiba. Atos realizados no sábado (31/01) e no domingo (1º/02) ocorreram na região do Parcão, ao lado do Museu Oscar Niemeyer (MON), reuniram protetores, ativistas, representantes de entidades e organizações da sociedade civil para pedir justiça pelos cães Orelha, Abacate, Chewi e outros animais vítimas de violência, além do fortalecimento das políticas públicas de proteção animal.

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Sábado: ato organizado por ativista chama atenção para a impunidade

A manifestação de sábado (31/01) foi organizada pelo ativista da causa animal Dr. Taffarel. O ato teve caráter espontâneo e reuniu pessoas indignadas com a sequência de crimes cometidos contra cães comunitários nos últimos dias.

Com cartazes, faixas e falas emocionadas, os participantes cobraram celeridade nas investigações, punições exemplares aos responsáveis e mais rigor na aplicação da legislação já existente. O caso do cão Orelha, morto de forma brutal em Santa Catarina, foi citado como símbolo da crueldade e da sensação de impunidade que revoltou a população.

Foto: Fernanda Kogin

Domingo: mobilização organizada pelo Conselho Municipal e entidades de todo o estado

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No domingo (1º/02), a mobilização foi organizada pelo Conselho Municipal de Proteção Animal de Curitiba, com o apoio de diversas entidades, organizações não governamentais e protetores independentes de diferentes regiões do Paraná.

A manifestação apresentou pautas claras, como:

  • Endurecimento das penas para crimes de maus-tratos contra animais;
  • Reconhecimento e a proteção legal dos cães comunitários;
  • Fortalecimento de políticas públicas de educação, prevenção e bem-estar animal.
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O Presidente da Comissão de Direitos dos Animais da OAB-PR, Eduardo Tourinho manifestou apoio à causa e destacou a necessidade de aprimorar os mecanismos legais para garantir que crimes contra animais não fiquem impunes.

Usando a palavra o Deputado Estadual Alexandre Amaro citou a importância de atos como esses para sensibilizar as autoridades, também apresentou detalhes de seu Projeto de Lei para reconhecer os animais comunitários no Paraná.

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Movimento não se limita a Curitiba

Os protestos em Curitiba fazem parte de uma mobilização nacional que tomou ruas de várias cidades brasileiras neste fim de semana, incluindo São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro entre outras— todos demonstrando clima pacífico, mas firme, de indignação da população com a violência contra animais.

Casos que mobilizaram a sociedade

Os protestos foram motivados por crimes recentes que causaram grande comoção, como a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), o assassinato do cão Abacate, em Toledo, e o atropelamento criminoso que levou a morte do cãozinho Chewi em Guarapuava. Eles eram animais dóceis, cuidados pela comunidade, e se tornaram símbolos da luta por justiça e respeito à vida animal.

Mobilização segue além das ruas

Os organizadores ressaltaram que os atos não se encerram com as manifestações públicas. A mobilização continua por meio de articulações junto ao Legislativo, Executivo e órgãos do sistema de justiça, com o objetivo de promover mudanças legais, ampliar a fiscalização e fortalecer ações educativas permanentes.

A mensagem central dos protestos foi clara: a violência contra animais precisa ser tratada como um problema sério, com respostas firmes do poder público e engajamento da sociedade.