Você sabe realmente o que é investimento? A maioria das pessoas não

Imagem: Karola G de Pexels, extraída de canva.com

É muito comum ouvir frases como: “comprei um carro e fiz um investimento”, “reformei minha casa, investi nela” ou “deixei meu dinheiro na poupança porque estou investindo”. Embora essas afirmações façam sentido para muitas pessoas, nem sempre elas refletem o verdadeiro significado da palavra investimento.

Essa confusão é mais comum do que parece e costuma ser o primeiro obstáculo para quem deseja construir patrimônio. Afinal, antes de decidir onde aplicar o dinheiro, é preciso entender o que realmente pode ser considerado um investimento.

O que realmente caracteriza um investimento?

Investir signiica abrir mão de um recurso hoje com a expectativa racional de obter um retorno financeiro no futuro. Observe que a palavra mais importante dessa definição é “racional”. Um investimento precisa possuir lógica econômica, potencial de geração de valor, relação entre risco e retorno e, principalmente, estar alinhado a um objetivo.

Quando esses elementos não existem, normalmente estamos diante de um consumo, de uma despesa ou até mesmo de uma aposta.

Algumas situações que costumam gerar confusão

No dia a dia, diversas decisões financeiras recebem o nome de investimento, embora nem sempre sejam.

Casa própria: para a maioria das famílias, ela representa moradia, segurança e qualidade de vida. O imóvel pode até se valorizar ao longo dos anos, mas isso não significa que tenha sido adquirido com finalidade de investimento. Ele passa a assumir esse papel quando gera renda, como no caso de um aluguel, ou quando faz parte de uma estratégia patrimonial bem definida.

Carro: também costuma ser chamado de investimento, mas normalmente não é. Além de sofrer desvalorização natural, exige gastos constantes com combustível, manutenção, seguro e documentação. Evidentemente existem exceções, como veículos utilizados para gerar receita em atividades profissionais, mas essa não é a realidade da maior parte das pessoas.

Dinheiro parado: guardar dinheiro é importante, principalmente para formar uma reserva de emergência. Entretanto, manter recursos sem rendimento — ou rendendo abaixo da inflação — significa perder poder de compra ao longo do tempo. O saldo continua o mesmo, mas sua capacidade de consumo diminui ano após ano.

Comprar porque alguém disse que vai subir: esse é outro erro bastante comum. Comprar ações, criptomoedas ou qualquer outro ativo apenas porque um amigo indicou ou porque “todo mundo está comprando” dificilmente pode ser considerado investimento. Sem análise, sem estratégia e sem compreender os riscos envolvidos, a decisão se aproxima muito mais de uma aposta.

Investimento também não é especulação

Outra confusão frequente acontece entre investimento e especulação.

O investidor procura compreender os fundamentos do ativo, analisa riscos, acompanha resultados e pensa no longo prazo. Já o especulador busca aproveitar oscilações de curto prazo, movimentos momentâneos do mercado e oportunidades rápidas de ganho.

Nenhuma dessas estratégias é proibida. O problema surge quando alguém acredita estar investindo, quando na verdade está apenas assumindo riscos que não compreende.

A inflação também faz parte da conta

Existe outro detalhe que muitos investidores iniciantes ignoram: não basta apenas ganhar dinheiro, é preciso ganhar acima da inflação. Imagine um investimento que rende 10% ao ano em um período em que a inflação foi de 8%. Embora o rendimento nominal pareça elevado, o ganho real foi de aproximadamente 2%, pois boa parte da rentabilidade apenas recompôs a perda do poder de compra.

Por isso, avaliar um investimento exige olhar não apenas para o percentual de rendimento, mas para o crescimento real do patrimônio ao longo do tempo.

Antes de investir, responda quatro perguntas

Escolher um investimento sem saber qual objetivo pretende alcançar costuma gerar decisões equivocadas. Antes de aplicar qualquer recurso, vale responder algumas perguntas simples:

  • O dinheiro será utilizado para uma reserva de emergência?
  • O objetivo é complementar a aposentadoria?
  • A intenção é construir liberdade financeira?
  • O foco é gerar renda mensal no futuro?

Essas respostas ajudam a definir quais investimentos fazem sentido para cada situação. O mesmo ativo pode ser excelente para uma pessoa e completamente inadequado para outra.

Construir patrimônio exige estratégia

Existe um erro que se repete com frequência. Muitas pessoas acreditam que patrimônio se constrói apenas aumentando a renda, quando, na prática, a forma como o dinheiro é administrado costuma fazer muito mais diferença.

É comum encontrar empresários que faturam valores expressivos, mas nunca conseguem acumular patrimônio porque reinvestem todos os recursos na empresa ou elevam continuamente seu padrão de consumo. Da mesma forma, existem pessoas com renda mais modesta que conseguem construir um patrimônio consistente graças à disciplina, ao planejamento e à capacidade de investir regularmente.

No fim das contas, investir não significa simplesmente aplicar dinheiro em qualquer ativo financeiro. Investir é tomar decisões conscientes, alinhadas aos seus objetivos, compreendendo os riscos envolvidos e buscando geração de valor ao longo do tempo. Quanto mais cedo essa diferença for compreendida, maiores serão as chances de construir patrimônio sólido e conquistar liberdade financeira.

Se quiser se aprofundar no assunto, assista ao vídeo abaixo. Nele, explico de forma prática e detalhada a diferença entre o que realmente é — e o que não é — investimento.

Quer mais insights sobre o mundo dos negócios e investimentos? Me siga no Instagram @marlon.roza

Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios

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