Você sabe em que fase da vida financeira está? Descobrir isso pode mudar seus investimentos

Imagem de Vitaly Gariev por Pexels extraída de Canva.com

Existe um erro que se repete com frequência entre investidores iniciantes e até mesmo entre pessoas que já possuem uma boa renda: acreditar que basta escolher um bom investimento para construir patrimônio.

Na prática, o problema costuma aparecer muito antes da escolha da aplicação financeira. Muitas pessoas entram no mundo dos investimentos na fase errada da vida financeira. Querem viver de renda, investir em ações ou buscar liberdade financeira, mas ainda convivem com dívidas caras ou sequer possuem uma reserva de emergência.

O resultado normalmente é previsível: investem mal, se frustram e concluem que investir não funciona. Na realidade, apenas tentaram pular etapas.

Independentemente da renda, todos passam pelos mesmos quatro momentos da vida financeira. A diferença está apenas no tamanho dos números, não na lógica.

1. O primeiro passo é sair das dívidas

    Essa talvez seja a fase menos interessante para quem sonha em investir, mas é justamente a mais importante.

    Não faz sentido buscar aplicações financeiras que rendam 1% ao mês enquanto se paga 8% ou 10% ao mês no cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos de alto custo.

    Nesse momento, o foco deve ser recuperar o controle das finanças.

    Algumas atitudes fazem diferença:
    • Evitar criar novas dívidas enquanto organiza a situação atual.
    • Conhecer exatamente quanto entra e quanto sai todos os meses.
    • Priorizar a quitação das dívidas com juros mais elevados.

    Dívidas caras funcionam como um vazamento financeiro. Muitas vezes o dinheiro entra na conta, mas desaparece rapidamente porque boa parte da renda está comprometida com juros.

    2. Depois vem a reserva de emergência

      Com as dívidas controladas, o próximo objetivo é construir proteção.

      Ao contrário do que muita gente pensa, a reserva de emergência não existe para gerar altos rendimentos. Sua principal função é impedir que um imprevisto faça você voltar ao endividamento.

      E imprevistos fazem parte da vida. Um problema de saúde, uma demissão, uma queda nas vendas da empresa ou até mesmo um reparo inesperado no carro podem comprometer completamente o orçamento.

      Por isso, uma boa reserva precisa reunir três características:
      • Segurança.
      • Liquidez, para que o dinheiro possa ser utilizado rapidamente.
      • Baixa oscilação, evitando perdas justamente quando o recurso for necessário.

      Como regra prática, trabalhadores com renda estável costumam buscar uma reserva equivalente a cerca de seis meses do custo de vida. Para empresários e profissionais autônomos, cuja receita costuma oscilar mais, o ideal normalmente fica entre nove e doze meses.

      Mais do que dinheiro disponível, a reserva representa tranquilidade, segurança e poder de decisão.

      3. A hora de construir patrimônio

        Somente depois de cumprir as duas primeiras etapas é que faz sentido direcionar maior atenção para investimentos de longo prazo.

        É nesse momento que começa a construção da aposentadoria ou da independência financeira futura.

        O grande aliado dessa fase é o tempo. Os juros compostos fazem com que, ao longo dos anos, o patrimônio passe a crescer cada vez mais pelos próprios rendimentos e cada vez menos apenas pelos aportes mensais.

        Outro ponto importante é entender que investir para objetivos de longo prazo exige paciência. Oscilações de curto prazo fazem parte do mercado e não devem alterar uma estratégia construída para décadas.

        Também costuma ser nessa fase que a diversificação ganha importância, combinando investimentos de maior previsibilidade com ativos que ofereçam potencial de crescimento acima da inflação.

        4. Liberdade financeira é consequência

          A última etapa costuma ser o sonho de muitos investidores.

          Liberdade financeira acontece quando o patrimônio acumulado passa a gerar renda suficiente para custear parcial ou totalmente o padrão de vida.

          Isso não significa parar de trabalhar. Muitos empresários continuam empreendendo mesmo depois de alcançar independência financeira. A diferença é que passam a trabalhar por escolha, não por necessidade.

          Nesse momento, o patrimônio começa a produzir fluxo de caixa através de juros, dividendos, aluguéis, fundos imobiliários ou até mesmo de empresas que funcionam sem depender integralmente da presença do proprietário.

          Em qual momento você está?

          Uma forma simples de descobrir é fazer um diagnóstico da sua realidade financeira.

          – Se você ainda paga juros elevados e vive com dificuldades para fechar o mês, provavelmente está no primeiro momento.

          – Se conseguiria manter seu padrão de vida apenas por poucas semanas sem renda, ainda precisa fortalecer sua reserva de emergência.

          – Se já possui proteção financeira e investe regularmente pensando em muitos anos, está construindo patrimônio.

          – Se seus investimentos já pagam parte relevante das suas despesas, começou a alcançar a liberdade financeira.

          O maior erro não é estar na primeira etapa. O verdadeiro problema é tentar chegar à quarta sem passar pelas anteriores.

          Construir patrimônio funciona como a construção de um edifício. Antes de pensar na cobertura, é preciso fazer uma fundação sólida. Nas finanças acontece exatamente a mesma coisa: primeiro vem a estabilidade, depois a proteção, em seguida o crescimento patrimonial e, somente então, a liberdade financeira.

          Respeitar essa ordem talvez seja uma das decisões mais inteligentes para quem deseja investir com segurança e construir patrimônio de forma consistente.

          Se quiser se aprofundar no assunto, assista ao vídeo abaixo. Nele, explico de forma prática e detalhada para que você descubra qual é o seu momento financeiro.

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          Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios

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