Quando se fala em consórcio, muita gente pensa apenas na compra da casa própria ou na troca do carro. Mas a mesma ferramenta pode ser utilizada dentro de uma estratégia mais ampla: adquirir imóveis para renda, colocar veículos para trabalhar, comprar máquinas para uma empresa ou negociar uma cota depois da contemplação.

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O consórcio não entrega uma fórmula pronta, mas oferece acesso planejado ao crédito. O resultado dependerá da estratégia escolhida, do momento da contemplação e da forma como o recurso será utilizado.

Além dos treinamentos voltados a empresários, minha atuação sempre esteve ligada também aos investimentos. Hoje, atuo também com leilões e como consultor de consórcios da Ademicon, sempre com o objetivo de ajudar na construção, crescimento patrimonial e aceleração de resultados.

Consórcio pode ser um bom investimento financeiro

Ao contratar uma carta de crédito, o participante passa a integrar um grupo e assume o compromisso de pagar as parcelas previstas. A contemplação pode acontecer por sorteio ou por lance, conforme as regras do contrato e a disponibilidade de recursos do grupo.

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Até ser contemplado, o consorciado possui um direito dentro do grupo, mas ainda não tem o crédito liberado para adquirir o bem. Depois da contemplação e da aprovação das garantias e dos documentos exigidos, poderá utilizar a carta para realizar a compra.

Essa diferença é importante porque o consórcio não funciona como a tradicional aplicação financeira na qual o dinheiro depositado rende mensalmente, mas como uma ferramenta de aquisição ou investimento diferenciado. O maior resultado econômico começa quando o crédito é utilizado em um projeto capaz de gerar renda, economia, valorização ou oportunidade de negociação.

Sem juros e com custo baixo

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Uma das principais vantagens do consórcio está na ausência de juros. Em vez de contratar dinheiro de uma instituição financeira e pagar por ele durante muitos anos, os participantes formam um grupo para viabilizar suas próprias aquisições.

Existe uma pequena taxa de administração, distribuída durante o plano, ainda assim, o custo tende a ser baixo quando comparado aos juros acumulados em um financiamento de longo prazo.

Considere uma carta de R$ 300 mil com taxa de administração hipotética de 20% durante todo o contrato. Nesse caso, o custo administrativo seria de R$ 60 mil, dividido entre as parcelas, pois não se trata de uma cobrança de 20% ao ano, mas de um percentual referente ao prazo completo do plano.

A carta de crédito e as parcelas também podem ser atualizadas pelo critério estabelecido no contrato. Essa correção não é juro nem remuneração adicional da administradora, pois serve para preservar o poder de compra do crédito até sua utilização, é a famosa frase “ganhar da inflação”.

É justamente a combinação entre ausência de juros, custo baixo e possibilidade de antecipação por lance que torna o consórcio interessante para projetos de médio e longo prazo.

A contemplação muda a estratégia

Quem depende exclusivamente do sorteio não sabe exatamente quando poderá utilizar a carta, já que a contemplação pode acontecer no início, no meio ou próximo do encerramento do grupo. Por isso, o consórcio não é a ferramenta mais adequada quando existe uma data obrigatória para realizar a compra.

O lance aumenta a possibilidade de antecipação. Se alguém contratar uma carta de R$ 300 mil e oferecer R$ 90 mil com recursos próprios, esse valor será utilizado para amortizar parte de sua obrigação, conforme as regras do plano. Isso significa que o lance não é dinheiro perdido nem uma taxa adicional, mas a antecipação de uma parte dos pagamentos que seriam realizados ao longo do contrato.

Também pode existir o lance embutido, no qual uma parcela da própria carta é utilizada na oferta. Se 25% de uma carta de R$ 300 mil forem destinados ao lance, aproximadamente R$ 225 mil permanecerão disponíveis para a aquisição. Essa estratégia preserva o dinheiro do consorciado, embora reduza o crédito líquido disponível para a compra.

De onde pode vir o dinheiro

Uma das possibilidades é adquirir um imóvel para locação. Se uma carta de R$ 300 mil for utilizada na compra de um apartamento alugado por R$ 2,2 mil mensais, o faturamento potencial será de R$ 26,4 mil por ano.

Esse valor não representa lucro, pois ainda será necessário considerar períodos sem inquilino, manutenção, administração e outras despesas. Se permanecerem R$ 1,8 mil líquidos por mês e a parcela estiver em R$ 2 mil, será necessário complementar R$ 200. Mesmo assim, parte da aquisição estará sendo sustentada pela renda do próprio imóvel.

Outra estratégia é adquirir um veículo para gerar receita, destinando-o à locação, ao transporte ou a alguma atividade profissional. Nesse cálculo, precisam entrar seguro, documentação, manutenção, pneus, depreciação e períodos sem utilização.

Máquinas e equipamentos também podem produzir resultado. Imagine uma empresa que utilize uma carta de R$ 200 mil para comprar um equipamento capaz de gerar R$ 12 mil adicionais de faturamento por mês. Depois de descontar operadores, energia, insumos, manutenção e impostos, podem permanecer R$ 5 mil.

Se a parcela estiver em R$ 1,5 mil, o equipamento produzirá um fluxo de caixa positivo de R$ 3,5 mil e, além de ajudar a pagar a própria aquisição, continuará incorporado à estrutura da empresa.

Em cada situação, a conta será diferente. O faturamento mostra quanto o bem movimentou, enquanto a margem indica o que ficou depois dos custos operacionais. O lucro aparece após todas as despesas, o fluxo de caixa revela se existe dinheiro suficiente para manter os pagamentos e a valorização corresponde ao aumento do preço do bem ao longo do tempo.

A cota contemplada também pode ser vendida

O resultado não precisa surgir apenas da utilização de um imóvel, veículo ou equipamento, pois também existe a possibilidade de transferir uma cota depois da contemplação.

Como o novo titular recebe acesso a um crédito já disponível, pode aceitar pagar um valor adicional por essa vantagem, diferença normalmente conhecida como ágio.

Imagine que o titular tenha desembolsado R$ 40 mil em parcelas e mais R$ 50 mil em um lance, totalizando R$ 90 mil. Se conseguir transferir a cota por R$ 105 mil e o comprador assumir o saldo restante, haverá uma diferença bruta de R$ 15 mil.

Para chegar ao lucro líquido, ainda será necessário descontar eventuais despesas, comissões e tributos. A transferência também precisa observar as condições do contrato e normalmente depende da aprovação do novo titular pela administradora.

O ágio não é garantido, pois o valor dependerá do crédito disponível, do saldo devedor, das parcelas restantes e da procura. Ainda assim, a negociação mostra que uma cota contemplada pode adquirir valor econômico mesmo sem a compra definitiva de um bem pelo participante original.

A comparação não deve ser feita apenas com o financiamento

Consórcio e financiamento atendem a necessidades diferentes. No financiamento, o comprador recebe o bem imediatamente, mas assume os juros da operação. No consórcio, não existem juros e o custo é menor, porém o momento da contemplação precisa ser considerado.

Também existe a alternativa de investir mensalmente por conta própria. Quem possui disciplina pode acumular recursos com liquidez e rendimento, mas não terá a possibilidade de acessar antecipadamente o valor integral de uma carta por sorteio ou lance, que faz total diferença para o investidor tem este valor liquido antecipado.

A melhor escolha depende do prazo, da urgência, da capacidade mensal de pagamento e da disponibilidade de recursos para ofertar um lance. Para quem consegue esperar e possui um projeto definido, o consórcio pode permitir a formação de patrimônio com custo reduzido.

Quando o consórcio ajuda a construir patrimônio

O consórcio tende a funcionar melhor quando a parcela cabe com tranquilidade no orçamento, o participante entende os reajustes e existe uma estratégia para utilizar ou negociar a carta.

Pode fazer sentido para comprar um imóvel gerador de renda, colocar um veículo em operação, adquirir equipamentos produtivos ou buscar resultado com a transferência de uma cota contemplada. Também pode ser utilizado para preservar capital, pois, em vez de retirar uma grande quantia de uma só vez para comprar um bem, o participante distribui o pagamento ao longo do tempo e mantém parte do dinheiro disponível para outras oportunidades ou necessidades.

O cuidado está em não assumir parcelas contando exclusivamente com uma receita que ainda não existe. O orçamento precisa suportar o compromisso mesmo se o imóvel ficar vazio, o veículo passar por manutenção, a produção diminuir ou a venda da cota demorar.

Usar consórcio para construir patrimônio pode dar dinheiro quando existe planejamento e uma finalidade econômica bem definida. O resultado pode vir da renda produzida pelo bem, da valorização, do aumento da capacidade produtiva ou da negociação da cota contemplada.

Sem juros, com custo baixo e diferentes possibilidades de utilização, o consórcio pode ser uma ferramenta importante para antecipar projetos e ampliar o patrimônio ao longo do tempo.

Por isso eu digo: no final das contas, tão importante quanto escolher um bom consórcio é escolher bem o consultor que ajudará a transformar a carta em uma verdadeira estratégia patrimonial.

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Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios