Sua empresa vive de arrancadas? O que a corrida ensina sobre crescer com consistência

Imagem de canva.com

No início de um novo projeto, é comum o empresário querer mudar tudo rapidamente. Define novas metas, reúne a equipe, contrata ferramentas, inicia campanhas e tenta acelerar os resultados. O problema aparece algumas semanas depois, quando a intensidade diminui, outras urgências surgem e aquilo que parecia prioridade deixa de receber atenção.

Esse comportamento também é conhecido por quem começa a correr. A empolgação inicial pode levar a pessoa a treinar mais do que deveria, aumentar rapidamente a distância ou tentar acompanhar atletas mais preparados. Em pouco tempo, porém, podem surgir o cansaço, a frustração e até mesmo as lesões.

Para entender como a disciplina do esporte pode ajudar empresários a construir resultados mais consistentes, conversei com Murilo Klein, da V8 Assessoria, empresa que atua há 18 anos com treinamentos de corrida e atividade funcional. Para ele, a principal conexão entre a corrida e os negócios está na capacidade de continuar: os melhores resultados não surgem de esforços extraordinários e isolados, mas da manutenção de uma rotina mesmo quando as condições não são ideais.

A intensidade chama atenção, mas a regularidade constrói

Quem participa de uma corrida de rua aos finais de semana normalmente enxerga apenas o momento da prova. Não vê os treinos realizados em dias frios, quentes ou chuvosos, as sessões cumpridas depois de noites mal dormidas e a decisão de continuar mesmo durante semanas mais exigentes no trabalho.

Murilo explica que a regularidade permite aumentar gradualmente o tempo de treino, fortalecer a musculatura e preparar a mente. Quando um aluno consegue cumprir 10, 12 ou 16 semanas de treinamento, os efeitos começam a aparecer tanto na rotina quanto nas competições.

Nas empresas, o processo é semelhante. Uma reunião de planejamento pode trazer clareza, mas não transforma o negócio sozinha. Um treinamento de vendas pode apresentar novas técnicas, mas não corrige o desempenho comercial se a equipe abandonar o método alguns dias depois. Uma nova ferramenta pode facilitar a gestão, mas não produzirá resultados se as informações não forem atualizadas e utilizadas nas decisões.

O crescimento é construído pela repetição de práticas que funcionam: acompanhar indicadores, conversar com clientes, revisar processos, desenvolver pessoas, prospectar oportunidades e analisar os resultados com frequência.

Desacelerar também pode ser uma decisão estratégica

Um dos erros mais frequentes entre corredores iniciantes é acreditar que todo treino precisa ser realizado no limite. A evolução, entretanto, também depende de descanso, recuperação e respeito ao estágio de preparação de cada pessoa.

Segundo Murilo, os treinadores da V8 repetem constantemente aos alunos que “é melhor desacelerar e continuar do que apertar o passo e ter que voltar muitas casas para trás”.

Essa orientação também deveria ser considerada pelos empresários. Crescer sem estrutura pode elevar o faturamento e, ao mesmo tempo, aumentar os problemas de caixa, comprometer a qualidade das entregas e sobrecarregar a equipe. Contratar rapidamente pode resolver uma necessidade imediata, mas gerar novos custos e conflitos quando não existe um processo claro de seleção e integração.

Desacelerar, nesse contexto, não significa desistir do crescimento. Significa ajustar o ritmo para preservar a capacidade de continuar avançando.

Processos precisam sobreviver aos dias difíceis

A V8 mantém rotinas de treinamento às 6 horas da manhã e às 18 horas (especialmente no Parque Barigui). Embora os métodos sejam atualizados conforme novas necessidades e conhecimentos, a base do trabalho permanece: horários definidos, procedimentos claros e continuidade.

Essa combinação entre constância e adaptação também é essencial nas empresas. Disciplina não significa repetir indefinidamente algo que deixou de funcionar. Significa preservar a execução enquanto os métodos são aperfeiçoados.

Empresas consistentes não dependem apenas da motivação do proprietário ou de momentos de maior movimento. Elas constroem processos que continuam funcionando nos dias difíceis, quando surgem imprevistos, a equipe está cansada ou os resultados demoram a aparecer.

Quando a execução depende exclusivamente da disposição do empresário, cada dificuldade ameaça interromper o trabalho. Quando existem processos, responsabilidades e uma rotina de acompanhamento, a empresa consegue preservar sua direção mesmo diante das oscilações do dia a dia.

O resultado é consequência do que se consegue sustentar

Na corrida, cada novo ciclo de treinamento pode permitir ao atleta alcançar distâncias maiores ou melhorar seu tempo. O avanço acontece porque o corpo e a mente foram preparados progressivamente, não porque uma única sessão resolveu tudo.

Nos negócios, também não basta completar uma ação excepcional se ela não puder ser mantida. Uma campanha pode gerar muitas oportunidades em poucos dias, mas a empresa precisa ter capacidade comercial para atender, acompanhar e converter esses contatos. Uma grande venda pode melhorar o caixa momentaneamente, mas não substitui um processo contínuo de geração de receita.

Costumo dizer que o planejamento indica a direção, mas é a execução contínua que produz o resultado. Por isso, o empresário não deveria avaliar apenas até onde deseja chegar. Precisa entender qual ritmo sua empresa consegue manter, quais estruturas deve fortalecer e quais atividades terão de ser repetidas mesmo depois que a empolgação inicial passar.

Negócios duradouros não são construídos apenas com grandes arrancadas. Assim como na corrida, avançam aqueles que sabem onde querem chegar, respeitam o processo e permanecem em movimento.

A V8 atua há 18 anos com treinamentos de corrida e atividade funcional. Se você quer conhecer mais sobre o trabalho da V8 Assessoria e de Murilo Klein, sócio-proprietário da empresa, pode encontrá-los no Instagram pelo perfil @v8assessoria.

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Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios

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