No Brasil, falar em “ter patrimônio” ainda é sinônimo de status e segurança. Quem nunca ouviu alguém dizer com orgulho: “Tenho um imóvel, um carro do ano, uma chácara no interior”? O problema é que nem todo patrimônio enriquece. Muitos, na verdade, empobrecem, porque em vez de colocar dinheiro no seu bolso, tiram.

continua após a publicidade

Saber diferenciar o que gera renda do que gera despesa é um divisor de águas entre quem conquista liberdade financeira e quem vive sempre correndo atrás de dinheiro.

Patrimônio que gera renda

Esse é o tipo de patrimônio que coloca dinheiro no seu bolso todos os meses. Ele trabalha para você. Exemplos clássicos:
• Imóvel para aluguel: seja residencial, comercial ou temporada (como Airbnb).
• Ações que pagam dividendos: empresas sólidas que repartem parte do lucro com os acionistas.
• Fundos imobiliários (FIIs): investimentos que distribuem mensalmente rendimentos.
• Negócios bem estruturados: uma empresa que funciona mesmo sem a sua presença diária.

A lógica é simples: se o patrimônio gera fluxo de caixa positivo recorrente, ele está construindo riqueza.

Patrimônio que dá despesa

continua após a publicidade

Do outro lado estão os bens que parecem sinônimo de sucesso, mas que, na prática, drenam recursos. Exemplos comuns:
• Casa de praia ou sítio: IPTU, manutenção, jardinagem, energia, segurança… muitas vezes usada só alguns dias no ano.
• Carro de luxo: alto custo de seguro, combustível e depreciação.
• Imóveis vazios: cada mês parado significa imposto e taxa de condomínio sem retorno.
• Empresa dependente do dono: quando tudo gira em torno do empresário, o negócio é mais um peso do que um ativo.

Não é que esses patrimônios sejam “ruins” em si. O ponto é: eles só fazem sentido quando você já tem ativos que sustentam suas despesas. Caso contrário, acabam se transformando em armadilhas financeiras.

O erro mais comum

continua após a publicidade

Muita gente acumula patrimônio olhando apenas o status e não o fluxo de caixa. Compra-se a casa maior, o carro mais caro ou a sala comercial “para dizer que tem”. Mas, sem perceber, a pessoa troca liberdade por obrigações: mais contas, mais dívidas, mais preocupações.

Resultado: vive cheia de bens, mas com pouco dinheiro livre. É a famosa situação de ser “rico de patrimônio e pobre de renda”.

Como equilibrar o jogo

Se você quer acelerar sua jornada financeira, siga estas dicas:

1. Pergunte-se sempre: “Esse patrimônio coloca dinheiro no meu bolso ou tira?”

2. Priorize ativos geradores de renda: antes de comprar bens de consumo, construa uma base de investimentos que paguem seus custos fixos.

3. Transforme passivos em ativos: uma casa de praia pode virar fonte de renda se for alugada quando você não usa.

4. Revise seu portfólio regularmente: patrimônio que fazia sentido há cinco anos pode ser um peso hoje.

5. Eduque-se financeiramente: entender conceitos simples como “renda passiva” e “custo de oportunidade” faz toda diferença.

    A verdadeira liberdade

    O objetivo final não é acumular patrimônio por acumular, mas sim construir ativos que sustentem seu estilo de vida. Quando seus rendimentos passivos superam suas despesas mensais, você conquista algo precioso: liberdade de escolha.

    É aí que o patrimônio deixa de ser apenas um número e se transforma em qualidade de vida.

    No fim das contas, a pergunta que você precisa responder é simples:
    Seu patrimônio está te servindo ou você está servindo a ele?

    Quer mais insights sobre o mundo dos negócios e investimentos? Me siga no Instagram @marlon.roza

    Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios