Patrimônio que gera renda vs patrimônio que dá despesa: você sabe a diferença?

Imagem de AndreyPopov de Getty Images, por Canva.com

No Brasil, falar em “ter patrimônio” ainda é sinônimo de status e segurança. Quem nunca ouviu alguém dizer com orgulho: “Tenho um imóvel, um carro do ano, uma chácara no interior”? O problema é que nem todo patrimônio enriquece. Muitos, na verdade, empobrecem, porque em vez de colocar dinheiro no seu bolso, tiram.

Saber diferenciar o que gera renda do que gera despesa é um divisor de águas entre quem conquista liberdade financeira e quem vive sempre correndo atrás de dinheiro.

Patrimônio que gera renda

Esse é o tipo de patrimônio que coloca dinheiro no seu bolso todos os meses. Ele trabalha para você. Exemplos clássicos:
• Imóvel para aluguel: seja residencial, comercial ou temporada (como Airbnb).
• Ações que pagam dividendos: empresas sólidas que repartem parte do lucro com os acionistas.
• Fundos imobiliários (FIIs): investimentos que distribuem mensalmente rendimentos.
• Negócios bem estruturados: uma empresa que funciona mesmo sem a sua presença diária.

A lógica é simples: se o patrimônio gera fluxo de caixa positivo recorrente, ele está construindo riqueza.

Patrimônio que dá despesa

Do outro lado estão os bens que parecem sinônimo de sucesso, mas que, na prática, drenam recursos. Exemplos comuns:
• Casa de praia ou sítio: IPTU, manutenção, jardinagem, energia, segurança… muitas vezes usada só alguns dias no ano.
• Carro de luxo: alto custo de seguro, combustível e depreciação.
• Imóveis vazios: cada mês parado significa imposto e taxa de condomínio sem retorno.
• Empresa dependente do dono: quando tudo gira em torno do empresário, o negócio é mais um peso do que um ativo.

Não é que esses patrimônios sejam “ruins” em si. O ponto é: eles só fazem sentido quando você já tem ativos que sustentam suas despesas. Caso contrário, acabam se transformando em armadilhas financeiras.

O erro mais comum

Muita gente acumula patrimônio olhando apenas o status e não o fluxo de caixa. Compra-se a casa maior, o carro mais caro ou a sala comercial “para dizer que tem”. Mas, sem perceber, a pessoa troca liberdade por obrigações: mais contas, mais dívidas, mais preocupações.

Resultado: vive cheia de bens, mas com pouco dinheiro livre. É a famosa situação de ser “rico de patrimônio e pobre de renda”.

Como equilibrar o jogo

Se você quer acelerar sua jornada financeira, siga estas dicas:

1. Pergunte-se sempre: “Esse patrimônio coloca dinheiro no meu bolso ou tira?”

2. Priorize ativos geradores de renda: antes de comprar bens de consumo, construa uma base de investimentos que paguem seus custos fixos.

3. Transforme passivos em ativos: uma casa de praia pode virar fonte de renda se for alugada quando você não usa.

4. Revise seu portfólio regularmente: patrimônio que fazia sentido há cinco anos pode ser um peso hoje.

5. Eduque-se financeiramente: entender conceitos simples como “renda passiva” e “custo de oportunidade” faz toda diferença.

    A verdadeira liberdade

    O objetivo final não é acumular patrimônio por acumular, mas sim construir ativos que sustentem seu estilo de vida. Quando seus rendimentos passivos superam suas despesas mensais, você conquista algo precioso: liberdade de escolha.

    É aí que o patrimônio deixa de ser apenas um número e se transforma em qualidade de vida.

    No fim das contas, a pergunta que você precisa responder é simples:
    Seu patrimônio está te servindo ou você está servindo a ele?

    Quer mais insights sobre o mundo dos negócios e investimentos? Me siga no Instagram @marlon.roza

    Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios

    Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
    Seguir no Google