A música mundial perdeu, na semana passada, um dos seus maiores compositores. Chris Cornell ficou conhecido como ícone do marcante movimento grunge, uma resposta ao melhor estilo contracultura à massificação da música pop que assolava o Brasil e o mundo no final dos anos 1980.

O grunge trazia temas reais, música crua e marcante, melodias inesquecíveis e a ira de uma juventude que queria mais do que fama e luzes – desejava ter sua ideias e poesia ouvidas pelos quatro cantos. Assim, foram os grupos liderados por Cornell, como o Soundgarden, o Audioslave e o Stone Temple Pilots, além de projetos independentes.

O compositor foi além dos palcos, por isso figura nesta coluna hoje. Recentemente, fez uma performance na lamentavelmente cancelada Vinyl (HBO). E, além de inúmeras apresentações no Saturday Night Live, teve participação em composições para séries como Supernatural (CW) e também Bones (Fox). Também compôs muitas canções para trilhas sonoras de filmes, como a música tema de Os Vingadores – Live to Rise.

A arte chega até nós de várias maneiras. Mesmo quem não ouviu a raiva e os sentimentos dominante do grunge dos anos 1990,teve contato com as ideias e conceitos através de outros segmentos artísticos.

Cornell suicidou-se, fez sua escolha. Para nós, ficam as melodias e canções, numa obra invejável que fala de tudo o que nos cerca, do amor ao medo, do ódio à política, vida e morte.

Obrigado, Cornell, por sua obra tão vasta!

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