A vacina experimental é baseada na utilização da proteína viral Tat do vírus HIV e foi desenvolvida pelo laboratório de Virologia do instituto. O objetivo final da vacina é prevenir a infecção ou reduzir a evolução da doença.
A experimentação humana será dirigida pela pesquisadora italiana Barbara Ensoli, que trabalhou durante anos nos Estados Unidos com o virologista Robert Gallo.
A autorização do Ministério da Saúde foi recebida com “enorme felicidade da parte de todos nós”, declarou Barbara Ensoli. O começo da experimentação da vacina, disse, “é resultado de muito trabalho e conseguimos lançar as bases para passar da fase de pesquisa em laboratório para as fases necessárias para a preparação da vacina, sua produção e a planificação da experimentação”.
O ministro da Saúde, Girolamo Sirchia, disse que se trata “de encaminhar a primeira fase da experimentação para demonstrar a inocuidade no homem”. Ele destacou que “serão necessários ainda muitos anos de experimentação”.
A primeira fase dos testes terá como objetivo provar que a vacina não é nociva ao organismo, enquanto a segunda e a terceira etapas deverão demonstrar sua eficácia para prevenir a infecção ou reduzir a progressão da doença.
Haverá dois protocolos de experimentação. Um preventivo, em indivíduos sãos, para o qual serão escolhidos 32 voluntários sem risco. E outro terapêutico, em indivíduos infectados, do qual participarão 56 voluntários que não realizam outras terapias.
A fase inicial prevê seis meses de tratamento e outros seis de observação, ao término dos quais os resultados serão divulgados pelo Instituto Superior de Saúde.


