Quando o verão se aproxima, homens e mulheres começam a travar uma luta com a balança. As mulheres são as mais preocupadas com a boa forma. Estudos da Universidade de Medicina da Carolina do Norte, nos EUA, mostram que a bupropiona apresentou resultados positivos para perda de peso em mulheres com sobrepeso ou obesas. De acordo com a pesquisa, quase 70% das pacientes conseguiram emagrecer com a substância. Para os pesquisadores, a bupropiona auxilia na perda de peso de forma inovadora, pois, além de reduzir a fome e a avidez por comida, ainda aumenta a motivação das pacientes, fazendo com que elas se sintam encorajadas a incluírem atividades físicas e dieta balanceada ao tratamento. Outro importante diferencial, proporcionado pela bupropiona, é a apresentação de rápidos resultados, o que faz com que as pessoas se sintam mais motivadas e não abandonem o tratamento.

Mas não é só nelas que a bupropiona vem apresentando bons resultados. Os homens que se preocupam com a saúde e a beleza também podem contar com a substância. Os resultados de pesquisas recentes realizadas pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, com pacientes que já usavam a substância, levaram os especialistas a concluírem que a bupropiona reduziu a compulsão por comida dos obesos, controlando a ansiedade e diminuindo a sensação de fome e vazio. “Pensar continuamente em comer é, como o alcoolismo, um problema neurológico que não tem cura? É uma forma de obsessão”, comenta o diretor do Centro Compreensivo de Perda de Peso da Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell e coordenador do estudo, Lewis J. Aronne. O especialista disse ainda que a bupropiona pode ser uma descoberta importante no tratamento da perda de peso.

A obesidade já é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os EUA encabeçam o ranking dos países com grande quantidade de obesos. Infelizmente, o Brasil não fica muito atrás. O número de obesos brasileiros já é maior do que o número de subnutridos. Dos adultos, cerca de 40% têm excesso de peso, o que corresponde a 34 milhões de pessoas. Outro fator preocupante é que as crianças representam mais de 15% dos brasileiros com obesidade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. A obesidade pode ser um fator desencadeante ou agravar outras doenças, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, infarto do miocárdio (“ataque do coração”) e acidente vascular cerebral (“derrame”).