Durante a semana, pacientes que utilizam a medicina para fins estéticos levantaram dúvidas a respeito da Bioplastia, tema de reportagem da última edição do Fantástico, apresentado no último domingo, dia 15. Este procedimento minimamente invasivo é realizado por cirurgiões plásticos com a ausência de cortes e cicatrizes. Tem elevada procura por atenuar rugas, definir contornos faciais, aumentar os glúteos e rejuvenescer as mãos com rápida recuperação.

O material utilizado é o PMMA ou polimetilmetacrilato, aprovado pela Anvisa. ?A infiltração deste material provoca uma reação biológica dos tecidos com formação de colágeno e proliferação de células de cicatrização. Uma verdadeira plástica biológica.?, afirma o Dr. Flávio Borges Fortes, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A SBCP sugere cautela no uso desta técnica, restringido a sua aplicação à profissionais capacitados. ?Essa limitação na utilização da bioplastia, muitas vezes exercida por pessoas não habilitadas, causando inclusive mutilações, necroses, além de seqüelas irreversíveis, era anseio antigo dos cirurgiões plásticos?, afirma Osvaldo Saldanha, presidente nacional da entidade.

A substância é definitiva e biocompatível, aceita pelo corpo. É usada na medicina desde os anos 50 em próteses de quadril e posteriormente para implantes intra-oculares. Para a correção de pequenos defeitos no corpo e no rosto, a Vigilância Sanitária liberou este produto em seringas de 1ml. Conforme a SBCPO, os médicos que tem preconizado a Bioplastia vem utilizando quantidades absurdas como 100, 200 ou até mesmo 500 ml como por exemplo no aumento de glúteos.

Os riscos do procedimento são mínimos, desde que seja bem indicado e o paciente siga corretamente todas as recomendações médicas após a operação. É importante pesquisar a respeito do médico que fará a cirurgia, de sua formação e especialidade. O site da SBCP oferece um campo para a busca de seus associados no endereço http://www.cirurgiaplastica.org.br.