O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), da Secretaria da Saúde, possui cadastrados mais de 36 mil doadores voluntários de medula óssea no Paraná, divididos entre os 16 centros de coleta e transfusão. Os centros que possuem mais doadores são Curitiba, Maringá, Londrina e Paranaguá.
O Hemepar é formado por 24 unidades, estando em Curitiba o Hemocentro coordenador, três hemocentros regionais, sete hemonúcleos e treze unidades de coleta e transfusão, estrategicamente localizados para melhor atender a população. Atualmente, das 24 unidades, 16 estão participando ativamente do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). ?Temos que trabalhar para que as pessoas possam ter o maior acesso à informação sobre doação de medula óssea e que isso pode salvar várias vidas?, enfatiza o secretário Cláudio Xavier.
Depois do cadastro, o Hemepar encaminha a amostra de sangue para os laboratórios credenciados de imunogenética. Esses laboratórios fazem o Exame Laboratorial Preliminar de Histocompatibilidade (HLA), que disponibilizará no Redome características genéticas que possibilitem a busca de doadores para pessoas portadoras de doenças como a leucemia, por exemplo.
O Hemepar envia as amostras de sangue coletadas para o Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade do Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná (Ligh) ou para o Laboratório de Imunogenética da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Os mais de 36 mil doadores cadastrados contribuem para um total de 35% dos doadores. Destes, 23 mil foram cadastrados e enviados para o Ligh e o restante ao laboratório da Universidade Estadual de Maringá. ?O trabalho tem que ser intenso, pois o transplante de medula óssea é a única esperança para portadores de doenças muito graves?, lembra o diretor do Hemepar, Wilmar Guimarães.
Para fazer o cadastro, o interessado em doar medula óssea pode se informar em qualquer unidade de coleta de sangue ou ligar para o telefone 0800.6454555. As chances para encontrar um doador na família são grandes. Mas quando a busca é feita na população a chance cai para uma em um milhão. ?É muito importante que a população faça o cadastro para doação de medula, pois quanto maior o número de doadores maiores chances teremos de encontrar um doador compatível?, comenta Cláudio Xavier.
Para cadastrar-se é necessário
Ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde.
Retirar uma pequena amostra de sangue (10 ml).
HLA é colocado no Redome
Se confirmada a compatibilidade entre um doador cadastrado e um paciente, o doador é consultado para decidir sobre a doação e, se confirmar, outros exames serão realizados.
Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento simples, sem dor e com riscos inexistentes.
Quem não pode participar do cadastro
Portadores de doenças transmissíveis pelo sangue: Aids e hepatite B e C.


