A poucos meses do verão, as academias de ginástica começam a lotar de pessoas ansiosas para perder peso e entrar em forma. A partir de setembro, os principais centros de fitness de Curitiba começam a registrar aumento de até 60% nas inscrições em relação aos meses de inverno, de acordo com dados do setor. O médico Marcelo Leitão, especialista em medicina esportiva da Unimed, avisa que a pressa de atingir o peso ideal pode se transformar em sérias lesões. Principalmente para aqueles que passam longe das academias durante vários meses e decidem compensar o tempo perdido com exercícios exagerados, sem acompanhamento do instrutor. “As atividades precisam ser feitas de forma moderada e contínua para que, além de resultados estéticos, possam trazer benefícios à saúde e não prejudiquem o bem-estar”, explica.
De acordo com Leitão, dores generalizadas e discretas são comuns nos primeiros dias de atividade física. O que não pode ser ignorado são as dores persistentes, que só se agravam com os movimentos. Elas podem gerar lesões articulares e acabar trazendo desgaste das articulações. “Esses problemas podem resultar, mais tarde, em dificuldade para se desenvolver atividades corriqueiras”, alerta.
Além do desconforto e de danos às articulações, a prática exagerada de exercício em apenas uma época do ano pode causar o efeito oposto ao desejado pela maioria das pessoas que procuram resultados rápidos. “Se deixam de se exercitarem no inverno, acabam diminuindo a massa muscular e aumentando a massa de gordura. Com isso fica cada vez mais difícil perder peso”, esclarece. Ele complementa que, se feitas de forma rotineira, as atividades físicas são uma forma eficaz de controlar as taxas de açúcar no sangue e a pressão, evitando futuros problemas cardíacos.
Para quem está pensando em aproveitar a chegada do calor para desenvolver uma atividade física, o médico da Unimed lembra que é importante a escolha de um exercício que melhor se adapte a cada pessoa. “Se a atividade foi prazerosa, a probabilidade de que seja feita regularmente é bem maior”. (Michele Müller)


