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| Já é possível às mulheres |
A dor costuma ser um dos maiores medos das mulheres no momento do parto. Muitas vezes, o temor é tanto que algumas mães, principalmente as "de primeira viagem", acabam preferindo a cesariana ao parto vaginal, considerado muito mais seguro e benéfico tanto à mulher quanto ao bebê.
O que muitas futuras mães não sabem é que o parto chamado natural não precisa mais ser sinônimo de dor. Nos últimos dez anos, a analgesia de parto evoluiu bastante e já é possível às mulheres ter um bebê sem sentir dor e, ao mesmo tempo, sem enfrentar os incômodos normalmente gerados pela aplicação de anestesia.
Segundo a médica anestesiologista Eliane Moreira Amarante Pereira – especializada em obstetrícia, muitos agentes anestésicos foram criados, permitindo que a mulher possa colaborar no trabalho de parto sem sentir a dor. "Com a analgesia, as mães conseguem sentir as contrações e o bebê nascendo, conseguindo realizar esforço expulsivo, mas sem dor", explica. "Depois do nascimento da criança, conseguem andar e podem se alimentar normalmente".
A analgesia não prolonga o parto nem o dificulta. Muitas vezes, pelo fato de a mulher estar mais relaxada devido à ausência de dor, até o acelera. Pode ser aplicada, via peridural, a qualquer momento do parto ou logo que a paciente comece a sentir as primeiras dores, agindo cerca de três minutos depois. "Bem conduzida e aplicada com técnica adequada, é extremamente segura à mulher e ao bebê", comenta Eliane.
A secretária Daniele Cristina Gabardo, de 21 anos, teve sua primeira filha no último dia 11 de setembro. Ela conta que entrou em trabalho de parto às 4h da madrugada. Devido à falta de dilatação vaginal, o bebê demorou um pouco a nascer. Às 18h, Daniele começou a se sentir bastante incomodada com a dor e solicitou analgesia. Duas horas depois, sua filha nasceu sem maiores transtornos. "Das 18h às 20h, não senti dor alguma. Ao mesmo tempo, senti todo parto. Aprovei a analgesia e a indico a outras mulheres", afirma.
Palestra
A anestesiologista Eliane Pereira profere palestra hoje sobre o assunto, às 9h35, durante o 51.º Congresso Brasileiro de Anestesiologia, Estação Convention Center, em Curitiba.



